Dicas de Saúde

A família não pode ficar doente junto com o idoso

10 JUL 2018
familia

O fim da vida de um idoso é um teste difícil para muitas famílias. A doença pode afetar drasticamente a rotina e a estrutura familiar, até porque cuidar de alguém em estado terminal, ou mesmo dependente de ajuda externa, causa estresse. “A família altera sua dinâmica de vida, o que gera esgotamento em todos”, afirma o geriatra José Mário Tupiná. “A gente diz que a família fica doente.”

Para a psicóloga Sandra Moreira de Oliveira, antes de cuidar do idoso, é importante preparar psicologicamente a família e as outras pessoas ligadas com o dia-a-dia desse paciente. “A maior dificuldade em lidar com a morte está em cada um dos familiares”, diz.

De acordo com a psicóloga, muitas vezes a família fica muito angustiada com a situação, e essa angústia acaba sendo transferida, direta ou indiretamente, para o idoso. “Se você se afeta pela a angústia do outro, não consegue ajudá-lo”, explica Sandra.

“Primeiramente, cada um deve olhar para si e ver se está preparado para lidar com essa situação”, aconselha a psicóloga. Além disso, é fundamental dividir a função de cuidar do paciente. Em muitas famílias, apenas uma pessoa acaba tomando conta sozinha do doente, o que põe em risco a saúde mental do próprio cuidador.

 

Autoestima

A preparação para enfrentar a doença de um parente próximo não é tão simples. “A maior dificuldade é aceitar que a pessoa tem uma doença”, conta a bibliotecária aposentada Maria Lúcia Castro. A mãe dela, Aurora, de 98 anos, sofre de Alzheimer. O problema, diagnosticado há cinco anos, começou a se manifestar após um acidente ocorrido no pátio do edifício onde Aurora vivia: ela caiu, ao sair sozinha para pegar o jornal, e fraturou a bacia.

Para a filha, a queda na autoestima foi decisiva para o agravamento de sua condição mental. “Com o acidente, ela teve de reconhecer que não tinha mais autonomia. Ela me disse numa ocasião: ‘Eu pedi desculpas ao meu espelho por ter virado uma velha feia’. Foi a frase mais triste que eu já ouvi na minha vida”, relata Maria Lúcia.

A aposentada diz que a mãe não queria morar com ninguém e, mesmo contra os conselhos da família, gostava de sair sozinha de casa, como no dia em que se acidentou. Atualmente, Aurora vive junto com a filha.

Embora os idosos apresentem resistência em aceitar essa condição, com o avanço da idade, é natural que indivíduo precise de ajuda para executar tarefas rotineiras, como ir ao banheiro ou fazer uma refeição. E tornar-se dependente afeta profundamente o bem-estar do idoso. “Ficar refém do outro é algo que atemoriza a todos nós”, afirma Sandra.

Mudança de casa

Para o idoso, a melhor alternativa é ficar na sua própria casa. “Ele deve sentir que, independentemente do seu estado de saúde, está em seu lugar”, explica Tupiná. Até mesmo uma mudança para a casa de um parente, por exemplo, pode acentuar seu mal-estar, mas muitas vezes esse é o único caminho possível.

Por outro lado, a família que recebe um idoso fragilizado precisa estar preparada para a mudança na rotina. Maria Lúcia observa que a decisão deve ser tomada em conjunto com todos os moradores, pois a presença do idoso dependente afeta toda a dinâmica da casa.

Quando a família não consegue se adaptar, às vezes é preciso recorrer a instituições de longa permanência, como asilos ou clínicas de repouso. “Muitas vezes, para que o idoso tenha uma melhor assistência, é melhor colocá-lo numa clínica de repouso”, afirma Sandra.

Apesar de contar com essa assistência especializada, é bom lembrar que o idoso perde sua privacidade e individualidade nos asilos, além de rejeitar, muitas vezes, ser retirado de casa pelos próprios parentes. O internamento não pode isolar o paciente. As famílias precisam visitar constantemente o idoso para garantir o devido suporte afetivo. Para Tupiná, esse suporte é tão ou mais importante do que as providências médicas. “Sentar ao lado do paciente, segurar na mão e falar palavras de conforto já é fazer muito”, conta. “A nossa obrigação é manter a dignidade do paciente.”

Cuidados básicos

Algumas providências são importantes na hora de cuidar de idosos. Primeiro, é crucial ter cuidado com a higiene. A pele é mais sensível e precisa estar sempre limpa. A higiene bucal deve ser observada, pois há o risco de infecções que podem agravar seu quadro clínico.

Outro ponto muitas vezes esquecido é a hidratação. “Os idosos raramente pedem água”, conta o geriatra José Mário Tupiná. No entanto, a desidratação é um fator complicador na hora de se aplicar analgésicos, por exemplo. Por isso o consumo deve ser rigorosamente controlado.

“No caso de doentes que perderam a lucidez ou a fala, é preciso ter sensibilidade suficiente para detectar se está ou não sofrendo”, alerta Tupiná. Alterações de comportamento, assim como suor, palidez, diminuição da temperatura do corpo e aumento de batimentos cardíacos podem indicar sofrimento. “O responsável deve estar em sintonia com o médico para que ele antecipe os sintomas”, explica Tupiná.

6 exercícios funcionais para idosos com muitos benefícios

25 JUN 2018
exercícios

O país está sofrendo uma mudança rápida e nossos espaços também. Essa mudança conseguirá alterar a forma como atendemos, tratamos e exercitamos nossos pacientes. E quem não conseguir acompanha-la pode se considerar fora do mercado.

Conseguiu adivinhar de qual mudança estou falando?

É o envelhecimento da população brasileira, que também afeta diversos países pelo mundo. Conforme a população envelhece os serviços oferecidos devem acompanha-la para garantir que a terceira idade não significa perda de qualidade de vida.

E qual é o papel do Treinamento Funcional nisso tudo? Bem, ele é extremamente essencial. Os exercícios funcionais para idosos são uma maneira de manter ou recuperar a qualidade de vida e a independência.

Idosos sedentários têm maior probabilidade de sofrer quedas, ter problemas cardiovasculares e diversos outros malefícios. Isso quer dizer que se exercitar eventualmente será quase obrigatório para os mais velhos.

E nós, do Treinamento Funcional, Pilates e outras áreas do movimento, precisamos estar preparados. Esse motivo me levou a separar seis exercícios funcionais para idosos que podem trazer muitos benefícios.

Se você quer conhecer cada um deles e compreender como eles ajudam na qualidade de vida do seu aluno continue lendo.

 

1. Prancha

 

Um problema bem comum em nossos pacientes mais idosos é a dor lombar. Problemas na coluna se tornam cada vez mais normais na população em geral, principalmente por causa do estilo de vida moderno.

Os idosos sofrem em especial: além de passarem boa parte do dia sentados também convivem com as alterações que o corpo sofre com o envelhecimento. Por isso encontramos tantas patologias de coluna nesse público.

E você sabe que o Core, ou núcleo do corpo, tem um papel fundamental na estabilização da coluna. Com essas musculaturas fortalecidas. Para você perceber como essa região, e esse exercício, é importante vamos dar uma olhada na rotina da dona Rosa.

Ela acorda às 7h da manhã e vai para a cozinha preparar o café da manhã dos netos. Mais tarde ela pega o carro e dirige até o supermercado, faz as compras da semana e volta para casa. Descarrega o carro, leva todo o peso para a cozinha. Nem preciso continuar, né? Você já entendeu que ela é uma idosa muito ativa.

Mas ela sente dores lombares com frequência. Por não se exercitar e possuir o corpo cheio de desequilíbrios musculares, a dona Rosa acabou com um Core enfraquecido. Com uma ativação pouco eficiente dessa musculatura ela não consegue manter uma postura correta.

Ou seja, essa senhora terá problemas para realizar atividades do dia a dia. Mesmo abaixar para pegar algo no chão será tanto um desafio quanto um risco para ela. E o pior: quanto mais dor ela sentir, mais ela limitará seus movimentos.

Por isso é tão importante trabalhar as musculaturas do Core em idosos. Mesmo que eles sintam dificuldades no início insista. Use versões simplificadas ou até outros exercícios. A prancha será certamente um benefício para seu aluno mais velho.

 

2. Afundo

 

 

O afundo é um exercício maravilhoso para qualquer um que queira um corpo funcional. Ele trabalha diversos músculos dos membros inferiores e da cadeia posterior como:

  • Glúteos;
  • Quadríceps;
  • Posteriores de coxa;
  • Adutores de coxa.

Além disso ele também trabalha a musculatura do Core que deve ficar ativada durante todo o exercício. Mas será que meu aluno idoso consegue fazer um afundo?

Talvez não. Assim como iniciantes, o idoso talvez tenha problemas para manter o equilíbrio durante um movimento como esses. Mas queremos que ele recupere esse equilíbrio para que volte a ter padrões funcionais de movimento.

Portanto facilite o exercício usando acessórios que ajudem essa pessoa a manter a estabilidade. Um exemplo é usar halteres segurados do lado do corpo que deixam mais fácil de abaixar. Pode ser feito a apoiado também.

Ao introduzir o afundo para seu aluno você verá diversos benefícios, mas principalmente melhora nas atividades diárias. Trabalhando força de membros inferiores esse aluno estará mais preparado para andar e carregar cargas.

Ele também terá uma visível melhora no equilíbrio conforme evoluir. Quem trabalha com esse público sabe que o risco de quedas é um fator extremamente limitante para sua vida. Ao diminuir ou remover esse risco através do fortalecimento e melhor equilíbrio você ajuda a melhorar sua qualidade de vida.

Além disso, o afundo pode ser caracterizado como um exercício de força. Durante a terceira idade o indivíduo perde lentamente sua massa muscular e, portanto, também força. Treinar essa característica desacelera esse processo de perda e ajuda o aluno idoso a ser mais independente.

Por fim, seu aluno também consegue recuperar mobilidade de algumas articulações através do exercício. Uma delas, que devemos destacar, é o tornozelo. Por ser uma articulação muito estável ele frequentemente perde mobilidade o que pode gerar dores no joelho e no quadril.

Agora tente lembrar quantos dos seus alunos mais velhos têm dores nessas áreas.

 

3. Ponte

 

Quem faz Pilates provavelmente já está familiar com esse exercício. A ponte é muito usada em diversas modalidades e os fisioterapeutas já conhecem seu potencial há bastante tempo.

É um exercício bastante simples que consiste em levantar o quadril e manter a posição por alguns segundos. Para quem vê de fora parece pouco desafiador ou importante, talvez até fácil demais para estar entre os exercícios funcionais de uma aula. Mas calma, alguém só pensaria isso por não conhecer o movimento.

Ele é benéfico para diversas patologias e sintomas como:

  • Dor lombar;
  • Má postura;
  • Equilíbrio ruim;
  • Amnésia glútea;
  • Falta de mobilidade de quadril;
  • Falta de estabilidade de tronco;
  • Joelhos desalinhados.

Viu? Podemos usar a ponte para muitos fins. Começarei a falar sobre os benefícios da ponte com foco no fortalecimento dos glúteos.

Muitos alunos possuem essas musculaturas pouco ativadas, levando a uma condição que conhecemos como amnésia glútea. O público do nosso espaço provavelmente só pensa nesses músculos com importância estética.

Todas as mulheres querem fortalecer glúteos por isso. Um corpo mais torneado e esteticamente agradável seria o fim de praticamente qualquer exercício para glúteos. Se você quer provas jogue “agachamento” no Google e confira os resultados.

Mas como profissionais do movimento sabemos que os glúteos são muito mais importantes que isso.  Eles são a base de sustentação do corpo, sem glúteos ativados de maneira eficiente você terá movimentos disfuncionais por todo o corpo. Ativação glútea está relacionada a muitos movimentos como caminhar, agachar, saltar e até manter o corpo estável mesmo sem movimento.

Quer evitar dores lombar, problemas no joelho e quadril? Não esqueça de fortalecer o glúteo. Ele também auxilia a recuperar a independência do aluno por melhorar seus movimentos funcionais.

Por fim, a ponte também auxilia a melhorar a estabilidade e mobilidade graças às suas características e desafios.

 

 

4. Prancha lateral

 

Já falei sobre a prancha nesse artigo e ela realmente muito indicada. Também existem algumas variações, em especial a prancha lateral ou side plank, que também auxiliam muito nossos alunos. Seu aluno precisará de algumas características para conseguir realizar o exercício com eficiência:

Ela também é um exercício com foco em fortalecimento de Core, que já vimos ser muito importante. Porém o movimento se destaca por ter estímulos um pouquinho diferentes.

O movimento trabalha musculaturas como:

  • Transverso abdominal;
  • Reto abdominal;
  • Oblíquo;
  • Quadrado lombar;
  • Glúteos;
  • Adutores de coxa.

Veja como a prancha lateral é bastante completa. Ela trabalha Core? Sim e com muita eficiência. Ela também trabalha musculaturas de membros superiores e inferiores, ajudando a melhorar o movimento como um todo.

O exercício auxilia a trabalhar com eficiência musculaturas estabilizadoras da coluna lombar. Ele é muito usado em trabalhos para prevenir lesões ou em reabilitação, portanto também pode ser indicado para os alunos mais idosos.

Perceba também uma diferença entre esse exercício e a prancha tradicional que mencionei no início do artigo. É um movimento unilateral que trabalha membros de um só lado do corpo. Além disso, ele proporciona uma interessante instabilidade.

Comparando os dois exercícios, a área de apoio na prancha lateral é menor. O aluno é desafiado para manter o equilíbrio sem “tombar” para a frente pelo máximo de tempo que conseguir. Idosos só ganham ao trabalhar com instabilidade.

Até a postura do idoso apresentará melhorias com a ajuda desse exercício. Claro que ele não faz milagres sozinho, é importante combinar a prancha lateral com um programa de treinamento.

Alunos que têm dificuldade de manter a posição precisão passar por um processo de preparação. É possível que ele tenha musculaturas abdominais enfraquecidas ou de membros superiores e inferiores desequilibradas. Lembrando que em caso de dor você deve parar o exercício imediatamente.

Importante tanto a prancha lateral como a prancha tradicional pode ser feita na parede facilitando bastante o exercício porem sem deixar de trabalhar os músculos estabilizadores.

5. Remada

No Treinamento Funcional existem diversas opções para realizar as remadas. Conseguimos realiza-las em diversos equipamentos como fita de suspensão, usando acessórios como faixa elástica. Até equipamentos de Pilates, por exemplo o Cadillac, nos auxiliam a fazê-los.

Além disso, esse é um excelente movimento para trabalhar a parte superior do corpo. Se até agora focamos no Core para estabilizar lombar e membros inferiores, chegou a hora de falar de ombros e membros superiores.

A remada fortalece musculaturas importantes para uma boa estabilização de ombro. E adivinhe: idosos com frequência reclamam de dores nos ombros. Se você trabalha com reabilitação tenho certeza que já viu alguns casos de pessoas da terceira idade com lesões ou patologias do ombro.

Usando remadas você consegue reabilitar alunos que já tinha problemas anteriormente e preveni-los. O movimento auxilia também a trabalhar musculaturas das costas que frequentemente são esquecidas durante o treino.

O principal benefício que devemos destacar desse exercício para os alunos idosos é a estabilização da região do ombro. Como sabemos, esse é um conjunto articular bastante instável que facilmente sofre com compensações.

Fortalecendo as musculaturas que nele atuam conseguiremos um movimento mais funcional, com menor número de compensações e probabilidade de dor. Tenho certeza que isso te interessa, mesmo para alunos mais jovens.

Outro benefício interessante é o número de variações que conseguimos utilizar. Um exercício comum na musculação, por exemplo, é a remada unilateral que é bastante diferente. Se você utilizar um desses movimentos em cada treino seu aluno mal vai perceber que está fazendo vários tipos de remada.

 

6. Agachamento

Mas Keyner, eu vou colocar minha aluna com 80 anos para agachar?” Sim e já vamos entender o motivo.

Precisamos entender de uma vez por todas que agachar é um movimento completamente funcional que realizamos a todo momento. Os idosos frequentemente apresentam problemas para realizar atividades simples como levantar de cadeiras ou sair e entrar do carro. Fazer esse exercício em aula pode ajudar.

Dá para perceber como o sedentarismo é um problema grande na população idosa. A maioria das pessoas na terceira idade fica amedrontada e evita realizar atividades consideradas mais “pesadas”. Isso inclui, mas não deveria, o Treinamento Funcional e seus muitos exercícios.

Um idoso que não consegue agachar será extremamente dependente da família ao redor. Isso quer dizer que ele terá também problemas de autoestima e pouco contato social fora da família por não estar motivado a sair de casa.

O agachamento é a base de muitos movimentos importantes para essa população e pode nos ajudar a:

  • Melhorar a qualidade de vida do idoso;
  • Melhorar seus movimentos;
  • Deixar o idoso mais independente;
  • Evitar quedas e lesões em idosos.

Já te convenci a incluir o agachamento nas suas aulas para a terceira idade?

Mas calma, tem ainda mais fatores que preciso te explicar. Primeiro, vamos desmistificar alguns mitos. O agachamento não vai lesionar os joelhos do seu aluno, não vai causar dor lombar e não é prejudicial para o corpo. Claro que isso só é verdade se o movimento for correto.

Ou seja, seu aluno não deve ter medo de agachar porque só fará bem para seu corpo.

Sabendo isso, também entenda que esse é um exercício completamente transferível para a vida diária. Na verdade, no Treinamento Funcional sempre buscamos essa característica. É ela que garante que um movimento será útil para melhorar desempenho no esporte ou prevenir lesões.

  • Agachamento para idosos e iniciantes

Como mencionei, você só consegue colher os benefícios do exercício se ele for feito da maneira correta. Se um jovem que agacha com alguma compensação pode se lesionar, imagine como seria com idosos.

O instrutor deverá tomar muito cuidado na hora de explicar o exercício. Corrija as compensações e desequilíbrios e o ensine a realizar um movimento perfeito. Caso seu idoso ainda não consiga agachar tente uma boa preparação.

Expliquei no meu artigo com 9 passos para agachar perfeito alguns exercícios preparatórios para o corpo. Eles incluem trabalho de mobilidade de quadril e tornozelo e fortalecimento de algumas musculaturas. Você pode utilizar esses movimentos como guia para trabalhar com seu aluno.

Outra opção é trabalhar com uma cadeira. Algumas pessoas mais velhas não conseguem fazer um bom agachamento por medo de caírem ou falta de estabilidade. Uma cadeira resolve seus problemas inicialmente.

O exercício não é um agachamento completo, mas trabalha uma característica que ajuda seu idoso a realizar suas atividades diárias. Ele consiste em sentar e levantar de uma cadeira. A intenção é se mover com a maior qualidade possível. Aos poucos o instrutor auxilia o idoso a corrigir desequilíbrios, melhorar sua mobilidade e força nos membros inferiores.

Quando o instrutor considerar que seu aluno está preparado podemos evoluir para o agachamento sem carga. Outra opção é pedir para o aluno segurar nas fitas de suspensão enquanto agacha. Assim ele terá um ponto de apoio e se sentirá mais seguro para fazer o movimento.

Dificuldades da terceira idade

Conforme o corpo envelhece suas capacidades funcionais vão diminuindo. Existe:

  • Diminuição de massa óssea;
  • Perda de força muscular;
  • Menor produção de hormônios;
  • Menor tempo de reação;
  • Piora no equilíbrio.

Tudo isso leva a uma perda de independência que afeta nossos alunos física e psicologicamente. Também percebemos um aumento no risco de quedas, que é um dos principais perigos para as pessoas mais velhas.

O objetivo do Treinamento Funcional é recuperar os movimentos funcionais do aluno idoso e diminuir o risco de queda. Portanto, você deve priorizar exercícios que reproduzam movimentos da vida diária. Um exemplo é o agachamento, que expliquei mais acima.

Com tais exercícios você conseguirá também melhorar a coordenação motora do idoso. O que quer dizer que o idoso é capaz de fazer muito mais atividades sem precisar de auxílio.

Outro ponto importante são os exercícios que trabalham equilíbrios. Eles são fundamentais para prevenir quedas e lesões nas pessoas mais velhas. Acessórios que proporcionam instabilidade te ajudarão nessa tarefa.

Quem quiser consegue treinar essa habilidade sem necessariamente usar acessórios. Exercícios com bases unipodais também proporcionam instabilidade e desafiam o aluno.

Por fim, também devemos utilizar exercícios de potência, mesmo com idosos. Através deles conseguimos recuperar a habilidade do idoso de reagir a estímulos. Quem pensa que trabalhar com alguém mais velho significa fazer tudo devagar está muito enganado.

Através de um bom trabalho de potência seu aluno consegue se mover muito melhor. Imagine uma situação em que o idoso escorregue em um chão molhado. Depois de realizar treinos de potência ele provavelmente terá mais facilidade para recobrar o equilíbrio que alguém não treinado.

Devemos sempre tentar tirar as limitações impostas aos nossos alunos e pacientes, sejam eles da terceira idade ou não. Sempre digo que o movimento é capaz de curar, então incentive movimento.

Conclusão

Exercícios funcionais para idosos são uma maneira eficiente de melhorar a qualidade de vida desse público. A tendência é que alguém mais velho sofra uma perda gradual de suas capacidades funcionais, especialmente vivendo de maneira sedentária.

O papel do Treinamento Funcional é melhorar seus movimentos e garantir que esse aluno terá condições de continuar sua atividade diária. Para isso teremos de enfrentar alguma resistência dos alunos. Eles provavelmente terão algum medo de se mover por causa de dores ou quedas anteriores.

Se livrando desse obstáculo você pode realizar praticamente qualquer exercício do Treinamento Funcional. O importante é saber através da sua avaliação se essa pessoa está apta para realizar os exercícios ou se precisa de uma preparação prévia.

Entre os muitos exercícios funcionais para idosos posso destacar alguns bastante importantes. Entre eles encontramos o agachamento, prancha, prancha lateral e afundo. Todos os movimentos que apresentei nesse artigo podem e devem ser usados com pessoas na terceira idade.

Através deles conseguimos treinar capacidades funcionais essenciais para qualquer idoso. Trabalhos que contenham equilíbrio, força, propriocepção e potência, por exemplo, nunca podem ser ignorados entre esses exercícios funcionais para idosos.

Com esse artigo quero ensinar a importância de exercícios para a terceira idade e dar alguns exemplos de como eles podem ser usados. Ele é meramente um guia que te ajuda a decidir o que fazer nas aulas.

Claro que a escolher correta de exercícios deve ser feita pelo profissional com conhecimento sobre as características individuais do aluno. Ele também deverá tomar todos os cuidados necessários para evitar acidentes durante a aula que podem acabar em lesão.

Parkinson: sintomas, tratamentos e causas

18 JUN 2018
parkinson

O que é Parkinson?

Parkinson é uma doença progressiva do sistema neurológico que afeta principalmente o cérebro. Este é um dos principais e mais comuns distúrbios nervosos da terceira idade e é caracterizado, principalmente, por prejudicar a coordenação motora e provocar tremores e dificuldades para caminhar e se movimentar. Não há formas de se prevenir o Parkinson.

Causas

As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. O Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lenta e progressivamente. Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. O dano piora com o tempo.

A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida, mas os médicos acreditam que uma mistura de fatores possa estar envolvida:

  • Genética: mutações genéticas específicas podem estar envolvidas nas causas do Parkinson, mas estes casos são raros, acontecem geralmente com membros da família afetados pela doença de Parkinson. No entanto, algumas mutações genéticas parecem aumentar o risco de doença
  • Meio ambiente: a exposição a determinadas toxinas ou fatores ambientais podem aumentar o risco de doença de Parkinson no futuro, mas o risco é relativamente pequeno.

Fatores de risco

Alguns fatores são considerados de risco para o desenvolvimento do Parkinson. Veja:

  • Idade: jovens adultos raramente apresentam a doença de Parkinson, pois ela é mais comum em pessoas na terceira idade. O risco do Parkinson aumenta com a idade. As pessoas costumam desenvolver a doença em torno de 60 anos de idade ou mais
  • Hereditariedade: Ter um parente próximo com a doença de Parkinson aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença. No entanto, os riscos ainda são pequenos, a menos que a pessoa tenha muitos parentes que apresentem a doença
  • Gênero: homens são mais propensos a desenvolver a doença de Parkinson do que mulheres
  • Exposição a toxinas: exposição contínua a herbicidas e pesticidas pode colocar uma pessoa em um risco ligeiramente aumentado de doença de Parkinson.
 
 

Sintomas de Parkinson

O Parkinson pode afetar apenas um ou ambos os lados do corpo, e o grau de perda de funções causada pela doença pode variar dependendo do caso.

Os sintomas costumam ser suaves no início, incluindo:

  • Tremores
  • Lentidão dos movimentos
  • Rigidez muscular.

Mais para frente, conforme o quadro evolui, os sintomas mais significativos são:

  • Inclinação do corpo para frente
  • Passos mais curtos
  • Redução do movimento dos braços ao andar.

Além disso, o Parkinson avançado apresenta outros sintomas motores como:

  • Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar)
  • Tendência a babar
  • Dificuldade de engolir
  • Falta de expressão no rosto (aparência de máscara)
  • Dores musculares (mialgia)
  • Dificuldade para começar ou continuar o movimento, como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira
  • Perda da motricidade fina (a letra pode ficar pequena e difícil de ler, e comer pode se tornar mais difícil)
  • Tremores que desaparecem durante o movimento.

Também há a presença de sintomas não motores como:

Flutuação motora

Pacientes em tratamento do Parkinson pode apresentar a chamada flutuação motora, em que os sintomas oscilam conforme o efeito da medicação: tendo um ápice de melhora quando o medicamento faz efeito e depois uma queda desta sensação. Isso é causado quando o paciente toma doses muito altas de levodopa, um dos principais medicamentos contra o Parkinson.

 

Buscando ajuda médica

Procure um médico se você apresentar qualquer um dos sintomas descritos acima e que se encaixem com os de Parkinson. Busque ajuda médica, também, se os sintomas piorarem ou caso apareçam novos sintomas.

O especialista que você deve consultar é um neurologista.

Na consulta médica

Leve todas as suas dúvidas sobre a doença para o consultório médico e aproveite para sanar todas elas. Pergunte tudo ao médico e responda a todas as perguntas que ele lhe fizer de forma clara e objetiva.

Ajude-o também a confirmar o diagnóstico: descreva seus sintomas com detalhes.

Veja abaixo exemplos do que o médico poderá lhe perguntar:

  • Quando seus sintomas começaram?
  • Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Há alguma medida que possa melhorar ou piorar seus sintomas?

Diagnóstico de Parkinson

Não existem exames disponíveis para diagnosticar Parkinson. Um neurologista irá diagnosticar a doença com base no histórico médico do paciente e na revisão de seus sinais e sintomas, além de um exame neurológico e físico.

O médico pode, ainda, solicitar alguns exames para descartar outras condições que possam estar causando os sintomas.

Além de exames, o médico pode lhe receitar carbidopa-levodopa, a medicação típica da doença de Parkinson. Melhoras significativas nos sintomas após o início de uso desta medicação, muitas vezes, pode confirmar o diagnóstico de Parkinson.

Às vezes é preciso tempo para diagnosticar a doença de Parkinson. Os médicos podem recomendar consultas de acompanhamento regulares com neurologistas especialistas em distúrbios do movimento para avaliar a condição do paciente e os sintomas ao longo do tempo para, só aí, poderem diagnosticar ou não a doença de Parkinson.

Tratamento de Parkinson

Não há cura conhecida para o Parkinson. O objetivo do tratamento é, prioritariamente, controlar os sintomas. Para isso, são usados basicamente medicamentos. Mas uma cirurgia pode ser necessária em alguns casos.

O médico também poderá recomendar mudanças no estilo de vida do paciente, especialmente a inclusão de exercício aeróbio contínuo no dia a dia da pessoa doente. Em alguns casos, a terapia física também será necessária para melhorar o senso de equilíbrio do paciente.

Medicamentos

Medicamentos podem ajudar a tratar problemas com o andar, movimentos e tremor, aumentando a quantidade de dopamina no cérebro.

Você haver uma melhora significativa dos sintomas após o início do tratamento. Ao longo do tempo, no entanto, os benefícios dos medicamentos frequentemente diminuem ou tornam-se menos consistentes, embora os sintomas geralmente possam continuar a ser razoavelmente bem controlados.

O médico pode prescrever derivados da levodopa, anticolinérgicos, amantadinas, entre outros.

É comum que aconteça a flutuação motora em pacientes que tomam levodopa, em que a intensidade dos sintomas varia ao longo do dia, conforme o pico de ação do medicamento. Normalmente isso pode ser controlado distribuindo melhor as doses ou fazendo associações medicamentosas.

Cirurgia

Com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes com Parkinson severo que já não responda a muitos medicamentos. Essas cirurgias não curam o Parkinson, mas podem ajudar alguns pacientes:

  • Na estimulação cerebral profunda (DBS), o cirurgião implanta estimuladores elétricos em áreas específicas do cérebro para ajudar o movimento
  • Outro tipo de cirurgia destrói os tecidos cerebrais que causam os sintomas do Parkinson.

Medicamentos para Parkinson

Os medicamentos mais usados para o tratamento da doença de Parkinson são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Prevenção

Infelizmente não existe como prevenir o aparecimento do Parkinson em pessoas predispostas a esta doença. No entanto sabe-se que pessoas com melhor condições físicas, principalmente condicionamento físico, são menos propensas a apresentar a doença e também apresentam melhor evolução.

Além disso, indivíduos com o hábito de tomar café parecem ter menos risco de apresentar o quadro.

Exame de Bioimpedância

01 JUN 2018
Exame de Bioimpedância

Não é um procedimento para descoberta de doenças ou fatores graves, muito pelo contrário. O exame de bioimpedância é muito comum para esportistas e atletas que necessitam de uma maior precisão sobre a composição de seu corpo. Você deve estar se perguntando: Mas esse exame seria interessante para mim?

 

Vamos conferir as informações que podem ser adquiridas através de um exame de bioimpedância, e reflita se não é cabível ao seu caso, assim, você poderá contar com esclarecimentos sobre a sua evolução corporal periodicamente.

Ο que é o exame de bioimpedância?

É um exame feito a fim de analisar a composição corporal de uma pessoa. O exame de bioimpedância permite o conhecimento específico do percentual dos constituindo do peso corpóreo, ou seja, ele esclarece a quantidade de massa magra, quantidade de água corporal e a quantidade de gordura contida no corpo, assim oferecendo o valor correspondente ao IMC (Índice de massa corpórea). Esse exame pode ser realizado em academias e com médicos, principalmente nutricionistas esportivos.

 

Por que fazer o exame de bioimpedância?

Ele é muito recomendado para pessoas que estão fazendo dietas e desejam perder ou ganhar peso para diversas finalidades. Os programas de atividades físicas e reeducação alimentar podem contar com um melhor suporte, assim, os resultados e mudanças corporais podem ser notadas não só a olho nu, mas com embasamento nutricional.

Como funciona?

O exame de bioimpedância é feito através da aplicação de uma pequena corrente elétrica pelo corpo. Sabemos que a água é o único elemento em nosso corpo que conduz eletricidade, sendo assim, quando a corrente passa pelo corpo, pode-se medir a impedância da água.

 

O resultado de impedância obtido possibilita o cálculo de volume exato que há de água no organismo, sendo assim computadas com exatidão a quantidade de massa magra e gorda contida no corpo. É importante ressaltar que quanto maior for o percentual de gordura do indivíduo, maior será a complicação para a corrente elétrica atravessar o corpo.

 

Veja abaixo as informações detalhadas que pode-se obter através da realização do exame de bioimpedância:

 
  • Peso corpóreo;
  • IMC (Índice de massa corpórea);
  • Massa muscular esquelética;
  • Massa de gordura corporal;
  • Massa livre de gordura;
  • Percentual de gordura corpórea;
  • Água corporal total;
  • Taxa de metabolismo basal;
  • Relação de cintura-quadril;
  • Controle de gordura;
  • Controle de músculos;
  • Análise segmentada de massa magra (quatro membros e tronco);
  • Impedância de cada segmento.

Devo fazer o exame?

Você deve estar se perguntando se há a real necessidade de se submeter ao exame. É interessante conhecer nosso corpo e verificar quais mudanças poderiam ocasionar uma melhor qualidade de vida, por isso, se você se enquadra entre as pessoas que sofrem com obesidade, sobrepeso ou fatores semelhantes, o exame de bioimpedância pode proporcionar que o seu médico possa acompanhar seu caso de uma forma diferenciada, assim oferecendo um melhor suporte.

Atletas se submetem a esse perfil de exame, mas se você deseja emagrecer ou obter massa muscular de forma saudável, conhecer melhor seu corpo pode contribuir para que você aprimore sua performance nas atividades, obtendo assim mais saúde.

Quem não pode fazer o exame de bioimpedância?

Aparentemente o exame não oferece qualquer risco, mas para evitar qualquer reação ou complicação, restringe-se a submissão de portadores de marca-passo ou quaisquer aparelhos eletrônicos semelhantes. Pessoas com pinos, placas metálicas e gestantes também devem se manter longe desse processo.

Como é o procedimento?

  • 1º passo: Você deve interromper a prática de exercícios físicos e o consumo de bebidas alcoólicas, doces, bebidas com cafeína na composição 48 a 24 horas antes do procedimento;
  • 2º passo: Não frequentar saunas durante as 12 horas que antecedem o exame;
  • 3º passo: Manter-se em jejum durante as 4 horas anteriores;
  • 4º passo: Urinar 30 minutos antes do procedimento;
  • 5º passo: Retirar todos os objetos metálicos do corpo, como joias, aneis, pulseiras, relógios e afins;
  • 6º passo: É necessário que você se mantenha em uma determinada posição de repouso por 5 a 10 minutos.

Onde fazer?

O exame pode ser feito em clínicas estéticas ou em consultórios que dispõem do equipamento.

 

Saiba Tudo Sobre a Fisioterapia para Idosos

25 MAI 2018
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A fisioterapia tem como objetivo geral permitir que o idoso mantenha uma boa qualidade de vida dentro das limitações que a patologia ou a idade lhe impõe. De tal modo que o idoso realize suas atividades cotidianas sem a ajuda de cuidadores e familiares.

– Objetivos Específicos

  • Aumentar a força muscular
  • Melhorar a flexibilidade
  • Melhorar o equilíbrio
  • Melhorar a qualidade de vida
  • Melhorar a coordenação motora
  • Prevenir o risco de quedas
  • Prevenir complicações respiratórias
  • Prevenir complicações cardiovasculares
  • Promover independência funcional

Benefícios da Fisioterapia Para a Qualidade de Vida do Idoso

O exercício físico pode aumentar a aptidão física de idosos e das funções essenciais. A fisioterapia trabalha estimulando a realização de exercícios físicos para a parte motora e respiratória.

O aumento das capacidades físicas promovem uma melhora significativa nas atividades de vida diária, reduzindo a fadiga a pequenos esforços. Execícios como força, flexibilidade, potência aeróbia, equilíbrio e coordenação.

A fisioterapia também é benéfica em relação aos riscos de quedas e acidentes. Além de reduzir a vulnerabilidade e fragilidade causada pela inatividade, minimiza as mudanças biológicas trazidas pelo envelhecimento. E ajudam no controle de doenças crônicas, favorecendo a estimulando o idoso a ter uma qualidade de vida muito melhor.

Tipos de Fisioterapia Geriátrica

Fisioterapia para Idosos

– Fisioterapia Para Idosos Com Alzheimer

A fisioterapia no tratamento de idosos com Alzheimer visa prevenir as contraturas articulares, mobilizar as secreções pulmonares, prevenir os encurtamentos musculares e manter a massa muscular para prevenção de atrofias, com o objetivo de melhorar o equilíbrio e a marcha e prolongar o tempo de independência do paciente.

O fisioterapeuta deve avaliar todos os itens como amplitude articular, força muscular, alterações posturais e capacidade respiratória. Além disso, os itens relacionados à psicomotricidade também devem ser avaliados como coordenação, equilíbrio, marcha, labilidade, autopercepção, imagem corporal e funções de vida diária.

Em fases mais tardias do Alzheimer, quando o idoso apresenta maior comprometimento, a mobilidade muitas vezes só pode ser avaliada de forma passiva.

As técnicas de fisioterapia utilizadas no idoso com Alzheimer são as mesmas utilizas em pacientes da terceira idade que não apresentam demência: alongamentos, exercícios ativos, resistidos e passivos (em casos avançados), treino de equilíbrio, coordenação e marcha, técnicas de higiene brônquica e exercícios respiratórios. Eletroterapia e termoterapia podem ser utilizados caso o idoso apresente algum sintoma de dor ou edema.

A cinesioterapia é utilizada para manter ou melhorar a força muscular e amplitude de movimento. Nas fases iniciais um programa de alongamento, exercícios aeróbios e de fortalecimento com carga são indicados para prevenção de problemas osteoarticulares e cardiovasculares.

Por mais que as técnicas utilizadas sejam as mesmas, a maneira de abordá-las exige habilidade especial por parte do terapeuta. O paciente pode parecer desinteressado durante a terapia pois ele não tem a capacidade de entender que as alterações no seu corpo podem afetar a sua saúde.

Para facilitar, o fisioterapeuta deverá explicar tudo de forma clara e simples. As instruções para realização dos exercícios também devem ser claras e simples, pois o emprego de palavras diferentes pode confundir o paciente.

Os objetivos primários para o tratamento de um idoso com Alzheimer são melhorar a qualidade de vida, maximizar o desempenho funcional dos pacientes e promover o mais alto grau de autonomia factível em cada um dos estágios da doença.

– Fisioterapia Para Idosos Em Grupo

A fisioterapia em grupo torna-se um grande auxílio na manutenção da qualidade de vida para pessoas da terceira idade.

Durante a terapia, exercícios de alongamento, fortalecimento, equilíbrio e coordenação são realizados em grupo, deixando o atendimento mais lúdico e estimulante, trazendo benefícios físicos e também psicológicos para a saúde do idoso.

Inicialmente é necessária uma avaliação para que o fisioterapeuta possa analisar o grau de comprometimento do idoso para saber se ele está ou não apto para realização de atividades em grupo.

Caso esteja apto, o fisioterapeuta pode montar grupos específicos segundo as limitações de cada um, para facilitar a terapia. Exemplo: Grupo de Alzheimer, Grupo de AVC, Grupo de Parkinson, etc…

De acordo com o grupo o fisioterapeuta pode traçar objetivos específicos ou traçar objetivos gerais, caso possua um grupo misto.

Os objetivos da fisioterapia para idosos em grupo são:

  • Aumentar a flexibilidade
  • Melhorar a força muscular
  • Melhorar a capacidade pulmonar
  • Melhorar o equilíbrio
  • Melhorar a coordenação
  • Melhorar a qualidade de vida

– Fisioterapia Para Idosos Com Pneumonia

Mesmo com as últimas tecnologias em medicina diagnóstica e das novas terapias as infecções respiratórias ainda são extremamente preocupantes entre os idosos. Considerada o “inimigo especial da velhice”, a pneumonia é uma doença com incidência elevada e alta taxa de mortalidade.

A fisioterapia respiratória, junto com uma equipe multidisciplinar, é capaz de tratar e reabilitar um idoso com pneumonia de forma eficaz e segura.

Para isso o fisioterapeuta pode utilizar manobras de higiene brônquica e drenagem postural para mobilização de secreções, estímulo de tosse para retirada das secreções (ou aspiração caso o idoso esteja intubado), exercícios de reexpansão torácica e exercícios respiratórios para melhorar a mecânica respiratória, aumentar a ventilação pulmonar, aumentar o fluxo expiratório e melhorar a oxigenação.

Fora isso, o fisioterapeuta pode entrar com uma conduta de fisioterapia motora para prevenir complicações originadas do imobilismo da internação como atrofias musculares, encurtamentos, contraturas articulares e úlceras de decúbito.

Para esses objetivos pode-se realizar exercícios ativos ou passivos (caso o idoso esteja muito comprometido), alongamentos, mobilizações articulares, mudanças de decúbito e posicionamento correto no leito.

– Fisioterapia Para Idosos Com Artrose

A artrose é uma doença degenerativa que consiste em uma sequência de alterações que envolvem os tecidos da cartilagem articular, da membrana sinovial e do osso subcondral. Em sua forma primária pode-se observar além das lesões da cartilagem uma falência dos demais tecidos das articulações diartrodiais.

A prevalência da artrose aumenta com a idade, sendo muito frequente após os 60 anos. Aos 75 anos de vida ou mais, cerca de 85% dos indivíduos tem evidência clínica ou radiológica da doença.

É necessária uma avaliação minuciosa a respeito das condições articulares do paciente e deve-se ter uma atenção especial à grande apresentação de comorbidade encontrada entre os pacientes idosos. Como exemplo, a investigação de uma hipertensão arterial ou osteoporose deve acontecer para direcionar sobre quais exercícios cinesioterápicos são indicados para o paciente em questão.

De uma maneira geral, os objetivos do tratamento fisioterapêutico no idoso com artrose são:

  • Diminuir a dor
  • Diminuir a rigidez articular
  • Diminuir a sensação parestésica
  • Aumentar a funcionalidade
  • Manter a aumentar a força muscular
  • Aumentar a estabilidade articular
  • Aumentar a propriocepção e sensação cinestésica

Para conseguir esses objetivos o fisioterapeuta pode prescrever exercícios de alongamento e fortalecimento com exercícios ativos e resistidos, mobilizações articulares, treinos de propriocepção e estimulação cinestésica.

A eletroterapia e termoterapia podem ser utilizados para controle de dor, aumento da extensibilidade do colágeno e diminuição da rigidez articular. Porém o calor é o contraindicado quando houver algum componente inflamatório evidente, situação em que a crioterapia deve ser preferida.

Além dessa conduta o fisioterapeuta deve orientar o paciente sobre as vantagens da prática da atividade física orientada, recomendar e treinar o uso de órteses para reduzir a descarga de peso, promover a melhora do alinhamento articular e reduzir as instabilidades articulares do paciente.

O plano de tratamento deve estimular o paciente a ter uma vida melhor, permitindo-o que exerça suas atividades com autonomia.

– Fisioterapia Para Idosos Com AVC

O AVC se caracteriza por uma incapacitação súbita da circulação cerebral causada por um bloqueio parcial ou total de um ou mais vasos sanguíneos cerebrais. Quando as células do cérebro ficam sem oxigênio por um determinado tempo, ocorre a destruição da célula e morte do tecido cerebral.

De acordo dom a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, o AVC é a primeira causa de óbito no Brasil.

Inicialmente é necessária uma avaliação completa para identificar quais foram as sequelas originadas pelo AVC, para que o fisioterapeuta possa traçar sua conduta de acordo com as limitações que o paciente apresenta.

É importante começar a fisioterapia o quanto antes, para aproveitar o momento em que a neuroplasticidade ocorre de forma mais intensa.

Os objetivos gerais da fisioterapia para idosos com AVC:

  • Diminuir a espasticidade
  • Manter a amplitude de movimento do membro acometido
  • Manter e ganhar força muscular do membro acometido
  • Melhorar o equilíbrio
  • Treinar a marcha
  • Alongar e fortalecer os membros não acometidos
  • Prescrever órteses e dispositivos auxiliares de marcha quando necessário
  • Promover independência funcional

Para diminuir a espasticidade exercícios de alongamento e a termoterapia por calor e frio podem ser utilizados. O FES e o TENS também apresentam bons resultados na diminuição da espasticidade.

No membro acometido, mobilizações articulares e alongamentos devem ser realizados em todos os planos articulares para manutenção da amplitude de movimento, sempre respeitando o limite de dor do paciente.

Em um paciente com hemiplegia exercícios passivos e estimulação elétrica funcional (FES) devem ser realizados para manutenção de força de muscular com o objetivo de evitar atrofias.

Já nas hemiparesias os exercícios ativos, ativos-assistidos e resistidos devem ser realizados para ganho de força muscular.

Treinos de propriocepção e equilíbrio devem ser realizados como uma preparação para um futuro treino de marcha, que deve ser prescrito caso o paciente apresente prognóstico para isso. Pacientes que não possuem prognóstico de marcha devem ser estimulados a manter o ortostatismo por alguns minutos por dia.

O lado não acometido deve realizar treinos de alongamentos e fortalecimento intensos, pois a sobrecarga em cima do lado saudável será maior e a musculatura precisa estar forte e preparada para o excesso de uso.

Órteses devem ser prescritas para evitar contraturas musculares em membros superiores e inferiores. Andadores, muletas e bengalas podem ser indicadas para auxílio de marcha caso seja necessário.

O objetivo é tentar oferecer ao paciente uma independência funcional dentro das limitações que a hemiplegia/hemiparesia lhe impõe.

Porém é importante lembrar que idosos costumam apresentar uma evolução mais lenta e as limitações da doença junto com as limitações da idade podem não permitir que a independência funcional aconteça de forma satisfatória.

Reabilitação Através da Fisioterapia Para Idosos

Reabilitação para Idosos

A fisioterapia para idosos trabalha também na reabilitação das mais diversas patologias neurológicas, ortopédicas e respiratórias.

Na neurologia as doenças mais comuns nos idosos são o Acidente Vascular Encefálico (AVC), Doença de Parkinson e Alzheimer.

No AVC a fisioterapia tem como objetivo principal manter a independência funcional e qualidade de vida dentro das limitações causadas pela hemiplegia/hemiparesia.

Na Doença de Parkinson, doença degenerativa e progressiva que apresenta sintomas de lentificação, tremor de repouso, rigidez muscular e instabilidade postural, a fisioterapia tem como objetivo tratar os distúrbios já apresentados pelo paciente e adiar as complicações originadas pela progressão da doença.

No Mal de Alzheimer, a fisioterapia visa manter o idoso o mais ativo e independente possível. De tal modo que haja uma melhora na qualidade de vida segundo as limitações em cada fase da doença.

No processo de reabilitação neurológica são utilizados os recursos de cinesioterapia, eletroterapia, termoterapia, técnicas manuais e técnicas específicas.

As doenças ortopédicas mais comuns na fase senil são as artroses, artrites e osteoporoses.

Todas essas doenças são degenerativas e o objetivo da fisioterapia nesses casos é tratar a fase aguda da doença e entrar com um programa de prevenção para impedir que a doença progrida.

Idosos possuem um alto índice de quedas causados por déficit de equilíbrio, fraqueza muscular ou alterações cognitivas, por isso são muito propensos a sofrer fraturas devido as quedas.

A fisioterapia trabalha diretamente no processo de reabilitação de fraturas de idosos, para restabelecer a função muscular do membro fraturado.

Para reabilitação ortopédica de idosos são utilizados os recursos de cinesioterapia, eletroterapia, termoterapia e técnicas manuais.

Na parte respiratória, a pneumonia é a doença mais comum entre os idosos e a fisioterapia pode trabalhar na reabilitação da doença com manobras de higiene brônquica e tosse assistida para retirada de secreções, em um processo multidisciplinar de tratamento.

A fisioterapia respiratória também está indicada para qualquer idoso que apresente algum tipo de comprometimento pulmonar, agudo ou crônico. Pacientes idosos tem mais propensão a desenvolver limitações da função respiratórias após serem submetidos a grandes cirurgias, quadros infecciosos ou neurológicos e períodos prolongados de internação.

Esses pacientes, após a alta hospitalar, devem receber uma atenção especial do fisioterapeuta respiratório no tratamento das disfunções agudas e na prevenção de recidivas dos quadros infecciosos pulmonares.

As técnicas de manobras de higiene brônquica, reexpansão torácica e reeducação respiratória são as condutas indicadas nesses casos. Fora isso, exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e condicionamento físico aumentam a mobilidade torácica e a eficiência do ato respiratório e funcionalidade global.

Como Montar Um Plano de Fisioterapia Para Idosos – Exercícios

plano-de-fisioterapia

Os exercícios indicados para idosos devem ser sempre pensados de forma simples, porém eficaz.

Os exercícios precisam ser de fácil entendimento, para que o idoso entenda como o exercício deve ser realizado, e de fácil execução, para que ele possa realiza-lo mesmo com suas limitações.

Cada idoso é diferente e por isso cada plano de fisioterapia deve ser montado individualmente, após uma avaliação minuciosa em que todas as limitações e dificuldades possam ser identificadas, a fim de traçar uma conduta que seja especial para a reabilitação do idoso em questão.

Os idosos geralmente apresentam mais que uma queixa principal, apresentando uma série de problemas e sintomas. O fisioterapeuta precisa ter o tato de identificar qual o problema principal. Após identificar, trace sua conduta por etapas, mas sempre com um objetivo final que é melhorar a qualidade de vida.

Após uma avaliação completa, um plano de fisioterapia é traçado de acordo com as queixas apresentadas pelo paciente e identificadas pelo fisioterapeuta.

– Exercícios Idosos Para o Equilíbrio

Exercício 1

Idoso em pé, de frente para uma cadeira segurando-a com as duas mãos pelo encosto.

Realize a abdução de quadril de um lado e tente se equilibrar apenas com a perna que está apoiada. Realizar o mesmo exercício do outro lado.

Com a evolução, solicitar que segure a cadeira com 1 só mão. Depois, trocar a cadeira por um bastão e por fim, realizar o mesmo exercício sem nenhum apoio de membro superior.

Exercício 2

Idoso sentado em uma cadeira.

O fisioterapeuta deve jogar uma bola para o idoso em diversas direções, para que ele se desloque para tentar pegá-la.

Com a evolução, trocar a cadeira por uma bola suíça. Por fim, realizar o mesmo exercício em pé.

Trabalho e Especialização na Fisioterapia Para Idosos

A população de idosos brasileiros está crescendo consideravelmente. A cada ano que passa expectativa de vida aumenta e junto com ela vem o medo da incapacidade física, da dependência e da perda de autonomia. E em muitos casos o processo natural de envelhecimento vem acompanhado pela diminuição da capacidade funcional do nosso organismo.

Esse medo faz com que as pessoas estejam se cuidando mais. A fim de evitar que essa diminuição natural de capacidade funcional possa causar alterações irreversíveis que culminem num possível processo de dependência funcional.

Há uma preocupação maior com a saúde e isso faz com que sua expectativa de vida cresça ainda mais.

Nos próximos anos os profissionais que cuidam de idosos vão ser cada vez mais requisitados, já que haverá uma população maior para ser tratada e principalmente, uma população que quer ser tratada.

A área de fisioterapia em geriatria vem crescendo a cada dia e tem potencial para crescer ainda mais, já que trabalha diretamente não só no tratamento, mas também na prevenção de doenças em idosos.

O fisioterapeuta geriatra pode trabalhar diretamente com o idoso na área de home care (fisioterapia domiciliar), em hospitais, asilos, centros de reabilitação e centros de atenção ao idoso.

Para trabalhar nessa área, o fisioterapeuta precisa fazer uma especialização em Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia.

– Profissionais Envolvidos na Fisioterapia Para Idosos

Toda uma equipe multidisciplinar é responsável pela manutenção da saúde dos idosos. Os principais profissionais envolvidos na área de geriatria são:

  • Geriatras
  • Neurologistas
  • Enfermeiros
  • Fisioterapeutas
  • Nutricionistas
  • Psicólogos
  • Farmacêuticos
  • Terapeutas ocupacionais
  • Dentistas

Cuidados Especiais Durante o Tratamento de Fisioterapia Para Idosos

Reabilitação na Fisioterapia Geriátrica

Um idoso merece uma atenção especial durante a sessão de fisioterapia, que já começa durante a avaliação.

A anamnese de um idoso requer um tempo maior, pois pode apresentar diversos sintomas não específicos, dificultando o foco da anamnese. As deficiências sensoriais (alterações auditivas ou visuais) que são muito comuns em idosos também podem interferir no processo de avaliação. Muitas vezes o idoso pode não se lembrar dos sintomas ou achar que certas problemas:

  • crises de dispneia
  • perda de visão
  • incontinência urinária

E de fato são “normais da idade”, mas por vergonha ou outro motivo pode acabar não comentando com o fisioterapeuta.

É importante explicar para o idoso que qualquer sintoma é importante e que nenhum deles deve ser considerado normal.

Durante a terapia é necessário tomar alguns cuidados de acordo com as alterações que o idoso apresenta. Como exemplo, se o paciente apresenta alteração sensorial originada por uma diabetes, o uso de eletroterapia pode não ser indicada já que o idoso não saberá ao certo qual a intensidade ideal do aparelho, podendo causar lesões.

Também é necessário tomar cuidado com a pele do paciente idoso, que costuma ser bastante frágil. Ao usar eletrodos com fita adesiva, dê preferência para fitas de micropore que não machucam a pele.

Idosos com alterações cognitivas precisam de atenção extra, já que muitas vezes eles podem não conseguir falar sobre seus sintomas ou expressar sentimentos de dor ou desconforto durante a terapia. O fisioterapeuta precisa conversar com o idoso ou com o familiar a fim de identificar a melhor forma de comunicação paciente-terapeuta para que a sessão de fisioterapia ocorra sem intercorrências.

Antes de cada sessão de fisioterapia é necessário avaliar a frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial. A partir da avaliação, podemos verificar se os dados estão dentro da normalidade.

Após a sessão uma nova avaliação deve ser realizada para analisar se não houve aumento significativo da pressão arterial ou das frequências cardíacas e respiratórias consideradas fora do normal. Caso haja qualquer intercorrência o idoso deverá ser encaminhado para avaliação médica.

Fisioterapia Preventiva Para Idosos

Mais do que tratar, é importante prevenir doenças nos idosos para uma melhor promoção de saúde. Assim, eles terão a oportunidade de ter uma melhor qualidade de vida.

Quando os idosos completam 80 anos a incidência de deficiências aumenta exponencialmente, chegando a alcançar mais da metade da população. Essas deficiências estão altamente relacionadas ao movimento (deslocamento, utilização das mãos e etc).

A fisioterapia preventiva é muito indicada para manter e melhorar os bons estados de saúde e prevenir deficiências nas populações de idosos.

– Preservando a Função Motora do Idoso

Sessões de fisioterapia individual podem ser realizadas, porém as sessões em grupo são mais prazerosas e estimulantes para os idosos, sendo não só uma terapia motora, mas também uma terapia de interação social.

As sessões de fisioterapia preventiva devem durar entre 50 e 55 minutos e devem ser realizadas pelo menos duas vezes por semana, porém o ideal é que sejam realizadas três vezes por semana.

Durante a sessão devem ser prescritos exercícios de aquecimento, alongamento dos principais grupos musculares e exercícios de força e mobilidade global.

Exercícios de coordenação, agilidade e equilíbrio também devem ser prescritos, utilizando materiais como bolas, halteres, massas e etc., combinando com jogos e brincadeiras lúdicas e cooperativas.

É importante acrescentar alguns momentos de repouso entre os exercícios para evitar a sobrecarga e o cansaço excessivo.

A fisioterapia preventiva ajuda a prevenir síndromes frequentes em indivíduos idosos como:

  • Doenças do sistema respiratório (obstrução de passagem de ar, diminuição da elasticidade do parênquima, alterações musculoesqueléticas do tórax);
  • Doenças do aparelho locomotor (alterações na coluna vertebral e em grandes articulações, perda de força e potência muscular, diminuição da amplitude de movimento, transtornos neurológicos com expressão locomotora);
  • Síndromes vasculares centrais e periféricas (hipertensão, vasculites periféricas e arteriosclerose).

Fisioterapia Para Idosos Acamados

O objetivo da fisioterapia para idosos acamados é prevenir as complicações causadas pelo imobilismo no leito.

Exercícios de alongamento são indicados para prevenção de encurtamentos e contraturas musculares. As órteses também podem ser utilizadas para prevenção de contraturas.

Para prevenir as atrofias os exercícios de fortalecimento são indicados. Se colaborativo e apresentar um bom grau de força muscular os exercícios podem ser ativos e resistidos, com cargas leves. Em idosos não colaborativos ou com alto grau de fraqueza muscular os exercícios passivos devem ser realizados.

A fisioterapia respiratória deve ser realizada para prevenir complicações respiratórias. As manobras de higiene brônquica, drenagem postural e tosse assistida são indicadas para mobilização e retirada de secreções.

Exercícios de reexpansão pulmonar e fortalecimento de músculos respiratórios são indicados para melhorar a mecânica pulmonar, a oxigenação e aumentar a ventilação pulmonar.

O idoso deve sempre ser posicionado de forma correta no leito e a mudança de decúbito deve ocorrer a cada duas horas para prevenção de escaras.

O fisioterapeuta deve ainda orientar os cuidadores e familiares a respeito dos cuidados de posicionamento e mudança de decúbito e sobre a realização de alguns exercícios nos dias em que não há sessão de fisioterapia.

EXTRA – Quanto Ganha Um Fisioterapeuta Para Idosos – Salário

O salário de um fisioterapeuta varia de acordo com a região e o tipo de serviço para qual ele trabalha. Seja em hospital, asilo, centro de reabilitação, etc.

Em média, um fisioterapeuta geriatra ganha aproximadamente o piso salarial da fisioterapia, em média R$2.390,00.

Conclusão

Reabilitação na Fisioterapia

A fisioterapia para idosos está em constante crescimento já que a população de idosos e a expectativa de vida aumenta mais a cada dia.

Atualmente os idosos estão cada vez mais preocupados com a saúde. Há uma procura maior por terapias para tratamento e prevenção de doenças, com o objetivo ter uma boa qualidade de vida por mais tempo.

Os profissionais da área de gerontologia são os responsáveis pela manutenção da saúde dos idosos e a fisioterapia em geriatria pode ser considerada uma das profissões do futuro, já que segundo o IBGE, entre 2010 e 2050 a população de idosos triplicará. E quanto mais idosos, mais fisioterapeutas geriatras serão necessários para promoção de saúde.

Os segredos de 5 dos países com maior expectativa de vida

30 AGO 2017
Os segredos de 5 dos países com maior expectativa de vida

São conhecidas as histórias de exploradores que têm buscado a lendária fonte da eterna juventude. Esse mito ainda não se confirmou, mas existem algumas populações que conseguem viver substancialmente mais do que a média mundial de expectativa de vida, que é de 71 anos.

Cada um desses lugares tem sua própria fonte secreta de vitalidade.
A BBC falou com habitantes de alguns desses países, que se destacam no Índice Mundial de Felicidade 2017, para descobrir as razões que ajudam esses locais a proporcionar uma vida longa.

Japão: dieta e comunidade

Os japoneses vivem em média 83 anos, uma das mais altas expectativas de vida no mundo. A região de Okinawa, ilhas ao sul chamadas com frequência de "a terra dos imortais", converteu-se em um centro mundial de pesquisa sobre longevidade graças às 400 pessoas com mais de 100 anos que vivem no local.

Muitos atribuem essa condição à dieta local, que tem muito tofu - uma espécie de queijo feito de leite de soja - e batatas e uma pequena quantidade de peixes. Círculos sociais de idosos e uma comunidade forte também contribuem para diminuir os níveis de estresse e aumentar uma sensação de pertencimento.

Para os estrangeiros poderem aproveitar esses benefícios sem dificuldades, é fundamental aprender o idioma japonês, segundo Daniele Gatti, diretor-executivo da Velvet Media e que vive no Japão há muitos anos.

"Esse país tem uma maravilhosa qualidade de vida se você conseguir pular o obstáculo da língua para entender melhor a mentalidade (dos japoneses), que é muito mais diferente da cultura ocidental do que pensa a maior parte dos turistas", explicou Gatti à BBC.

"Os estrangeiros que querem se mudar para cá devem considerar seriamente que terão de dedicar grande parte de seu tempo para aprender o idioma. Essa é a chave para uma integração mais profunda na sociedade japonesa e para conseguir vida plena de sentido", diz.

Espanha: tempo para comer, digerir e caminhar

A dieta mediterrânea, rica no saudável azeite de oliva, vegetais e vinho, tem contribuído há muito tempo para prolongar a vida dos espanhóis (cuja expectativa de vida é de 82,8 anos).

Mas o país tem outro segredo para a longevidade: a "siesta", uma espécie de pausa para descanso depois do almoço.

"A gente acredita que todos os espanhóis estão dormindo a 'siesta' quando as lojas estão fechadas entre às 14h e 17h, mas isso simplesmente obedece à forma como os horários estão organizados", afirmou Miquel Àngel i Besora, guia turístico e morador de Barcelona.

"Se você tem apenas meia hora de pausa para almoçar, então come algo bem rápido. Mas se você pode parar duas ou três horas, então vai até sua casa ou a um restaurante, onde pode se sentar, comer dois pratos e sobremesa, e ainda tem tempo suficiente para fazer uma boa digestão. Isso vai ser mais saudável", disse Besora.

Além disso, a própria configuração das cidades espanholas facilita o exercício. As lojas e os restaurantes tendem a ser mais próximos das casas das pessoas, o que ajuda a optar pela caminhada.

"Quando me mudei de Moscou para Barcelona, me dei conta de que aqui as pessoas preferem não dirigir seus carros. Elas preferem caminhar, ir de bicicleta ou mesmo andar algumas ruas para chegar ao transporte público", afirmou Marina Manasyan, uma das fundadoras da empresa Barcelona Eat Local Food Tours, que organiza turismo gastronômico na cidade. "Você oxigena suas células e reduz o carbono", diz.

Cingapura: exercício e prevenção

Com amplo acesso à medicina de alta tecnologia e um sistema de saúde considerado "milagroso", os habitantes de Cingapura estão vivendo cada vez mais: hoje, a expectativa de vida chega a 83,1 anos.

O país tem uma das menores taxas de mortalidade infantil e materna do mundo. E tem um competente sistema de prevenção em saúde.

Um ambiente urbano acessível e inclusivo também contribui para uma vida mais longa.

"Você vê um monte de gente indo a ginásios ou fazendo exercícios em parques públicos", diz Bino Chua, que atualmente mora no país e escreve um blog de viagens.

Recentemente, o país inaugurou seu primeiro parque terapêutico, pensado para reduzir o estresse e melhorar a saúde dos idosos.

Em Cingapura também é mais difícil manter hábitos de vida menos saudáveis. "Os estrangeiros devem saber que os vícios são muito mais caros aqui. Os cigarros e as bebidas alcoólicas são taxados com impostos muito mais altos que em outros países", explica Chau.

Suíça: equilíbrio e queijo

Entre homens, nenhum país tem expectativa de vida mais alta que a Suíça, onde vivem em média 81 anos de idade.

Sendo um dos países mais ricos da Europa, a Suíça oferece uma rede de saúde de alta qualidade e elevados níveis de segurança, que contribuem para uma sensação de bem-estar.

Além disso, alguns estudos colocam o alto consumo de queijo e de leite como um dos fatores determinante para a longevidade no país.

A localização da Suíça, no centro da Europa, tem levado muitas multinacionais a instalarem suas sedes no país, o que tem aumentado o fluxo de trabalhadores estrangeiros. Assim, eles podem desfrutar da qualidade de vida e melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

"É um ponto profissional muito bem localizado", diz Daniele Gatti, que também viveu na Suíça. "Viver ali te permite desfrutar de uma maravilhosa semana de viagens pela Europa e a passar um tempo ao ar livre nos encantadores Alpes", acrescentou.

Coreia do Sul: tradições e fermentados

A Coreia do Sul está caminhando para se tornar o primeiro país a ter uma expectativa de vida de 90 anos, de acordo com pesquisas recentes. Os estudos atribuem o feito a uma economia em forte crescimento, um amplo acesso ao sistema de saúde e menos problemas de tensão arterial que nos países do Ocidente.

O país também tem uma dieta rica em alimentos fermentados, que ajudam a diminuir o colesterol e a aumentar as defesas imunológicas.

"No conjunto, a comida coreana tem um alto conteúdo de fibra e é rica em nutrientes", diz Camille Hoheb, fundadora da empresa de turismo Wellness Tourism Worldwide.

Quem vive na Coreia do Sul afirma que um dos elementos que contribui para a qualidade de vida é a cultura focada na comunidade.

"Os jimjilbang (banheiros públicos com banheiras de hidromassagem, água quente, mesas de massagem e saunas) oferecem a oportunidade para as pessoas se encontrarem, se conhecerem e, assim, reduzirem o estresse", explica Hohed.

Ela diz, também, que a população da Coreia do Sul tem uma capacidade de se concentrar no presente, "o que é um dos ensinamentos budistas, bem como uma atitude que favorece a cultura de cooperação sobre o individualismo".

Os alimentos que prendem e os que soltam o intestino

24 AGO 2017
Os alimentos que prendem e os que soltam o intestino

O cardápio pode prevenir problemas digestivos e mesmo tratar a constipação e a diarreia. Conheça os alimentos que mais ajudam a regular o intestino.

Em sujeitos saudáveis, beber bons goles d’água e optar por uma dieta variada e balanceada é o suficiente para que a digestão funcione no ritmo adequado. Mas, em quadros de diarreia ou constipação, determinados tipos de comida ajudam a liberar ou travar o trânsito intestinal.

“De maneira geral, as fibras soltam, uma vez que elas constituem o bolo fecal”, ensina o cirurgião Sidney Klajner, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Na contramão, produtos de fácil absorção, como os salgadinhos, têm efeito inverso.

“Eles prendem porque não geram restos, então não sobra muito trabalho para o tubo digestivo”, completa o médico. Confira abaixo exemplos de itens que influenciam nesse compasso. Mas lembre-se: eles só exercem esse impacto pra valer se já houver algum enrosco no intestino:

Opções que prendem o intestino

- Arroz

- Macarrão

- Queijo branco

- Torrada

- Batata

- Maçã sem casca

- Jabuticaba

- Banana

Alimentos que soltam

- Feijão

- Grão-de-bico

- Ervilha

- Lentilha

- Soja

- Cereais integrais

- Frutas com casca

- Vegetais folhosos

As famosas fibras alimentares

As fibras de frutas, hortaliças, grãos e cereais são determinantes para a formação do bolo fecal. Os tipos insolúveis passam intactos por todo o sistema digestivo. Daí, quando chegam nas bandas do intestino, ajudam a estruturar a matéria-prima do cocô e a dar estímulos para que ele trafegue depois até o fim do caminho.

“Já as fibras solúveis são fermentadas pelas bactérias benéficas da região, retêm água e reduzem a absorção excessiva de glicose e colesterol”, explica a nutricionista Eliana Giuntini, do Centro de Pesquisa em Alimentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Hoje os experts recomendam ingerir cerca de 25 gramas de fibras diariamente. Para alcançar essa cota, o conselho é caprichar no consumo de alimentos integrais e de origem vegetal.

Itens fibrosos

2 colheres de sopa de linhaça = 10 gramas

1 manga tommy = 9,6 gramas

1 goiaba branca = 8,6 gramas

1 goiaba vermelha = 8 gramas

1 concha de feijão-carioca = 7,3 gramas

O apoio dos probióticos

Falamos daqueles produtos que possuem quantidades fartas de bactérias que irão compor a flora intestinal, conjunto de micro-
-organismos que habitam naturalmente nosso corpo e atuam na digestão e em outros processos orgânicos.

Em uma flora desequilibrada, micróbios maléficos procriam e abrem alas a várias doenças. Leites fermentados e alguns tipos de queijo e iogurte são exemplos dos bem-vindos probióticos.

Como usar corretamente muletas, bengalas e andadores

16 AGO 2017
Como usar corretamente muletas, bengalas e andadores

Em casos de problemas temporários ou crônicos de locomoção, os auxiliares de marcha, como andadores, muletas e bengalas, são necessários para manter a autonomia do idoso. Estes objetos são usados, normalmente, em sessões de fisioterapia ou durante o período de recuperação de um acidente e pós-operatório, por exemplo.

Para que cumpra seu objetivo, o auxiliador de marcha deve ser escolhido de acordo com a situação, para que o aparelho seja aproveitado em toda a sua capacidade, melhorando a qualidade de vida do usuário. Recentemente o programa “De cara com a maturidade”, da Prevent Senior apresentou algumas dicas de como usar esses utensílios, abaixo as principais. Confira!

Bengalas

Usadas para melhorar o equilíbrio do paciente e ampliar a base de sustentação do usuário. Por isso, é indicada apenas para os casos em que não há restrição de sustentação de peso corporal. Ela deve ser usada do lado oposto ao membro afetado, fazendo com que a marcha seja a mais natural possível, evitando ainda que uma força muito excessiva seja dispensada para usá-la como apoio, evitando danos aos ombros ou outros membros.

Andadores

Devem ser usados para sustentação total ou parcial do peso, sobre um dos membros inferiores. Há diferentes modelos de andadores, o ideal é escolher considerando a dificuldade do paciente. Para utilizá-lo, o indicado é que a caminhada seja lenta e o membro machucado ditará o ritmo, sendo necessário tomar cuidado redobrado com escadas e rampas.

Muletas

De uso temporário, raramente são indicadas para os pacientes idosos. Não devem ser usadas por quem sente dores intensas ou crônicas nas pernas ou coluna. São perfeitas para dar estabilidade, facilitando a descida de escadas e rampas.

São indicadas para uso temporário e em casos de locomoção após acidentes, cirurgias ou ferimentos nas pernas, coluna, bacia ou nos pés. A muleta melhora a estabilidade e o equilíbrio do corpo e são ideais para quem precisa descer rampas e escadas.

Atitudes que adicionam sete anos de vida (saudável) na sua conta

10 AGO 2017
Atitudes que adicionam sete anos de vida (saudável) na sua conta

Mais do que aumentar a expectativa de vida, certas práticas relacionadas ao bem-estar proporcionam mais vitalidade no presente e no futuro.

Não fumar, consumir álcool com moderação e afastar a obesidade: a adoção dessas três medidas, de acordo com um novo estudo feito por uma parceria entre Estados Unidos e Alemanha, garante mais sete anos de existência longe de doenças. “A crença de que as melhorias nas tecnologias médicas são chaves para uma vida longa e sadia ainda é muito presente”, diz Mikko Myrskylä, diretor do Instituto Max Planck para Pesquisa Demográfica e um dos autores do artigo. “Mas nós mostramos que atividades saudáveis, que não custam nada, são suficientes para proporcionar tal benefício”, conta.

O levantamento analisou mais de 14 mil norte-americanos com idades entre 50 e 89 anos — eles foram entrevistados a cada biênio durante 14 anos sobre seus costumes no dia a dia. Além disso, alguns critérios foram adotados para classificar os participantes em diferentes grupos: quem tinha índice de massa corporal (IMC) abaixo de 30 era considerado não obeso, por exemplo.

Já o título de não fumante foi conferido aos que tragaram menos de 100 cigarros ao longo da vida. Com relação às bebidas, os valores diferem entre os sexos. Para as mulheres, consumo moderado significa sete ou menos drinques por semana. Para os homens, 14 ou menos.

De tudo isso surgiu aquele dado contundente — quem não quer ganhar sete anos com vitalidade?! Vale ressaltar que esse é o primeiro trabalho do mundo a investigar os impactos cumulativos de mais de um hábito no ganho de anos de vida saudáveis.

“Nossas conclusões mostram quão importante é focar na prevenção. As pessoas que evitam comportamentos arriscados estão alcançando vidas mais longas e sem enfermidades” finaliza Myrskylä.

Como conversar e lidar com um idoso teimoso

01 AGO 2017
Como conversar e lidar com um idoso teimoso

Conversar e lidar com um idoso teimoso ou casmurro não é tarefa fácil, porque é muito complicado para o idoso acatar as opiniões e sugestões de outros, principalmente para aqueles que sempre estiveram habituados a dar ordens e a tomar as decisões mais importantes na vida familiar. Saiba como conversar e lidar com um idoso teimoso, só assim será ouvido e respeitado.

A Resistência À Condição De Idoso

A maioria das pessoas não gosta que lhes seja dito o que devem fazer ou como se devem comportar perante um determinado cenário. No caso de um idoso obstinado é ainda pior porque, geralmente, uma pessoa casmurra coloca barreiras ao que lhe é dito e recusa toda e qualquer opinião que vá contra as suas ideias.
À medida que uma pessoa caminha para a velhice, o seu estado de saúde fica enfraquecido e debilitado e é natural que não consiga desempenhar determinadas tarefas a que antes estava habituado. Nestas circunstâncias o idoso precisa de auxílio, pois pode cometer erros que se podem revelar fatais.
No entanto, convencer um idoso a executar tarefas como tomar os medicamentos, ir ao médico, ou até mesmo fazer algum tipo de exercício, pode revelar-se uma tarefa hercúlea para quem está a cuidar dessa pessoa. Pior ainda é quando é um filho que está a cuidar do seu pai, pois os laços familiares fazem com que a resistência seja maior. Uma pessoa teimosa coloca maiores entraves à aceitação de ordens e recomendações de um filho, porque foram eles que estiveram sempre na liderança e na tomada de decisões e não querem perder a sua independência. Um filho quer apenas o melhor para o seu pai, contudo esta inversão de papéis pode conduzir ao conflito entre pais e filhos, conflito esse que só é sanado através da compreensão e do diálogo.

Como Lidar Com Um Idoso Teimoso

Para lidar com um idoso teimoso existem técnicas específicas que podem ser utilizadas de forma a defender o interesse de todos os intervenientes. Contudo, ao aplicá-las, deve privilegiar o diálogo, ser assertivo no seu discurso e, acima de tudo, compreensivo. Conheça-as em seguida:

Aja de acordo com a sua posição: Independentemente de ser um filho, enfermeiro ou pessoa particular que está a cuidar de um idoso, deve agir de acordo com a sua posição, pois ser-lhe-ão exigidas responsabilidades e poderá ser acusado de negligência, caso alguma coisa de mal aconteça à pessoa idosa.Terá toda a legitimidade para agir e tomar as decisões mais sensatas, pois os cuidados a ter com um idoso são enormes e os perigos podem ser grandes: pode deflagrar um incêndio em casa porque a pessoa idosa se esqueceu de desligar o gás; pode um idoso morrer porque não tomou os medicamentos corretos; ou pode cair na casa de banho e não ser socorrido a tempo. São muitas dúvidas e medos que podem ser evitados de acordo com a sua tomada de posição;

Não tenha o objetivo de agradar às pessoas: Se tem a consciência que está a tomar a melhor decisão face a uma determinada situação, independentemente de esta magoar outrem, tome-a! Nunca adote medidas de modo a ser popular ou a fazer a vontade a um idoso, só pelo simples facto de ele ser idoso, pois, no fundo, pode estar a prejudicá-lo mais. Por exemplo: todos os idosos querem a sua privacidade e independência e querem ficar na sua própria casa. Ao fazer-lhe a vontade, pode estar a adotar a pior atitude, pois ninguém o vai socorrer em caso de emergência;

Fale com autoridade e seja irredutível nas suas decisões: Ao ter um discurso seguro e assertivo vai fazer-se ouvir e ser respeitado. Assim, as suas decisões e ações não serão opcionais para a pessoa idosa, mas antes uma obrigação. As pessoas perdem o respeito quando a pessoa que está na liderança volta atrás numa determinada decisão. Por exemplo, ao não deixar uma pessoa idosa conduzir por reconhecer que ela já não tem as capacidades necessárias para o fazer, não abra exceções apenas porque a distância é curta ou porque se trata apenas de um passeio. Os acidentes acontecem e podem dever-se ao desleixe e à má preparação do condutor;

Apresente provas concretas: Para impedir que um idoso actue de uma determinada forma, fundamente a sua argumentação no máximo de provas físicas que consiga arranjar. Apresente-lhe relatórios médicos, a opinião de oftalmologistas, mostre-lhe estatísticas de casos semelhantes e dessa forma conseguirá demovê-lo dos seus intentos. Por exemplo: perante a insistência em continuar ao volante, mostre-lhes estatísticas da Direção Geral de Viação (DGV) no que diz respeito aos acidentes de viação que ocorrem e que envolvem pessoas idosas. A prova dos factos exercerá um peso fundamental para ultrapassar a teimosia ou relutância em continuar a conduzir;

Mostre-lhe que está do lado dele: Um idoso é considerado uma “criança” de maioridade que requer muitos cuidados, atenção e muito carinho. Faça ver à pessoa idosa que está do seu lado, mostre-lhe o seu desassossego, porque no fundo não é tão infundado quanto isso, dadas as coisas menos agradáveis que podem acontecer se não forem alvos de um acompanhamento constante. Não deixe que a pessoa idosa se isole no seu próprio mundo, graças à sua própria teimosia e demonstre-lhe a infinidade de actividades divertidas que ainda podem ser feitas.

O Que Os Idosos Devem Fazer

Ao caminhar para a velhice, um idoso deve colocar a sua teimosia de parte e ouvir o que os outros têm para dizer, só assim terá um maior conforto e qualidade de vida.
Ao rejeitarem o auxílio de outros, por teimosia, orgulho ferido ou em recusar aceitar a sua condição de idoso, uma pessoa pode cometer determinados erros e colocar em risco a sua própria vida. Aceite o auxílio de quem mais lhe quer bem.

Aceite a posição em que se encontra: A vida muda, assim como o corpo humano e a posição de fragilidade em que se encontra neste momento é aquela em que os seus pais estavam no passado e aquela em que os seus filhos estarão no futuro. Reconheça as suas limitações, pois será a melhor forma de ser compreendido e respeitado.Ao longo da vida um pai dá a melhor educação aos seus filhos para que estes a possam utilizar nas mais diversas situações. Quando você atinge a velhice, as ações de um filho serão certamente para o beneficiar, colocando em prática toda a educação e ensinamentos que receberam ao longo de uma vida.

Não coloque restrições à ajuda de outros: Ser ajudado não um obstáculo. Saber que existem pessoas que gostam de si, que querem conversar consigo, ou ajudá-lo a tomar as melhores decisões é uma bênção e conduz a uma vida mais saudável.

Confira 6 dicas para ter uma boa noite de sono

26 JUL 2017
Confira 6 dicas para ter uma boa noite de sono

A insônia é causada por problemas relacionados aos hábitos do dia a dia agitado ou até mesmo um fator crônico que precisa ser tratado. Mas com alguns cuidados é possível dormir a noite inteira.

Dormir pouco já faz parte da vida moderna. Porém, quando isso afeta a saúde, perder as horas de sono pode ser uma mal irreversível. Dados da Associação Brasileira de Sono – divulgados no início deste mês no evento de lançamento do Hotel do Sono, iniciativa da empresa farmacêutica Medley para conscientizar a população sobre a importância de um sono de qualidade – indicam que a população brasileira sofre com um débito de duas horas de sono por dia.
Mas mesmo com a vida agitada e a falta de tempo, é possível buscar soluções para reverter as noites mal dormidas. Abaixo, listamos seis dicas que ajudam no combate à insônia.

1 – Uma boa alimentação está ligada a uma boa noite de sono. Evite alimentos gordurosos ou calóricos antes de ir para cama. O ideal é comer duas horas antes de se deitar.

2 – Evite café ou bebidas cafeinadas horas antes de dormir. O último café ao longo do dia deve ser consumido depois do almoço.

3 – Não consuma bebidas alcoólicas momentos antes de ir para cama. Aquela taça de vinho está liberada, desde que seja uma hora antes. O aconselhado são espaçamentos de uma a duas horas.

4 – Chás e sucos de maracujá são indicados. Porém, o relaxante está mais concentrado na casca da fruta. Tente intercalar entre chá quente e suco gelado, que podem deixar você mais relaxado e sonolento.

5 – Bebidas quentes como leite e os chás fazem bem. Os alimentos mornos ajudam a aquecer o corpo, já que na hora de relaxamento, a temperatura do organismo diminui.

6 – Vá para cama somente quando estiver muito sonolento. Não leia, nem estude na cama. Priorize o quarto para dormir a noite inteira, esses relaxamentos podem interferir negativamente no sono, provocando cochilos fora de hora.

Saiba diferenciar os sinais do Alzheimer e do esquecimento normal

18 JUL 2017
Saiba diferenciar os sinais do Alzheimer e do esquecimento normal

O Alzheimer assusta todo mundo: estima-se que quase 50 milhões de pessoas tenham algum tipo de demência no planeta, número que vai ser duplicado nos próximos 20 anos. Essa explosão nas estatísticas está relacionada com o aumento na expectativa de vida da população, uma vez que o envelhecimento é o principal fator de risco para a destruição de estruturas essenciais para o funcionamento dos neurônios. Mas como distinguir os primeiros passos de uma doença do “brancos” inofensivos?

Esse foi o tema de uma conferência com o neurocientista argentino Ricardo Allegri, do Instituto de Investigações Neurológicas de Buenos Aires, durante o Congresso Mundial de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado em Porto Alegre durante o mês de junho. Inclusive porque pequenas falhas de memória são naturais e acontecem com o passar dos anos — até 70% dos indivíduos com 70 anos reclamam de dificuldades para se recordar das coisas.

De acordo com sua aula, é normal que idosos levem mais tempo para aprender coisas novas e se lembrar de detalhes específicos de uma situação. Eles também se distraem mais facilmente. “Nesse caso, a queixa vem mais da própria pessoa do que de familiares ou amigos”, relata Allegri.

Na contramão, o esquecimento que preocupa pra valer tem características distintas. “O paciente apresenta uma dificuldade tremenda para recordar datas e eventos recentes, apaga completamente um episódio que vivenciou, repete as mesmas questões diversas vezes, se perde no lugar e não consegue seguir direções”, elenca o especialista. Também é comum que as reclamações sobre esses sintomas partam mais de parentes e colegas do que do próprio acometido pelo descompasso neuronal.

Diante dos sinais, é importante consultar o médico para tirar todas as dúvidas e realizar alguns exames. A detecção de Alzheimer envolve uma extensa investigação por meio de avaliações neurológicas no consultório e testes de imagem, como a ressonância magnética e a tomografia. Iniciar o tratamento com antecedência atrasa a evolução do quadro e aumenta a qualidade de vida.

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