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Orientações para vacinação contra sarampo

24 JUL 2018
Vacina contra Sarampo

Brasil assiste em 2018 ao retorno do sarampo, infecção que já foi considerada "doença comum na infância" décadas antes de ser eliminada do Brasil em meados dos anos 1990. São dois surtos: em Rondônia (200 casos confirmados e 2 mortes) e no Amazonas (263 casos). Quatro casos também foram registrados no Rio de Janeiro e estão sob investigação. Também há notificações de 7 casos no Rio Grande do Sul.
O Ministério da Saúde acredita que vá conseguir controlar os surtos, mas ressalta que o aumento das taxas de vacinação é importantíssimo para garantir o controle da doença. Juntamente com o sarampo, o país também está atento à circulação e às baixas coberturas vacinais da poliomielite.

O Brasil recebeu o registro de eliminação do sarampo pela Organização Mundial da Saúde em 2016. Recentemente, contudo, novos casos foram introduzidos no Norte do país por uma combinação de não-imunizados brasileiros e infecções vindas da Venezuela.

"O sarampo é uma doença grave. A situação atual é triste porque é uma doença fácil de controlar e o Brasil tinha controlado. Em 30 anos de profissão, nunca vi a doença no meu consultório", diz Isabela Ballalai, pediatra e presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Adultos podem tomar a vacina, gestantes devem evitar, e a doença é altamente contagiosa - com transmissão similar a da gripe. Confira, abaixo, algumas perguntas e respostas importantes sobre a infecção.

Quem pode tomar a vacina?

Pessoas de todas as idades, diz Isabela Ballalai. O Ministério da Saúde, no entanto, disponibiliza duas doses para os indivíduos entre 12 meses e 29 anos. Na rede pública, também é possível a vacinação gratuita até os 49 anos (nesse caso, uma dose é administrada).
"Os indivíduos acima de 50 anos provavelmente já pegaram a doença e já estariam imunizados pelas altas taxas de vacinação nos mais jovens. Mas nada impede que procurem a vacina individualmente", afirma Isabela.
 
Quem não pode?
 
Gestantes, casos suspeitos de sarampo, crianças menores de seis meses de idade e pessoas imunocomprometidas (com doenças que abalam fortemente o sistema imune) .

A vacina é segura?

Sim, afirmam o Ministério da Saúde e a SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações). Ela é feita de vírus atenuado (enfraquecido) e em décadas de imunização no mundo inteiro, apenas casos de alergia a produtos do leite contidos na vacina foram reportados.
Hoje, no entanto, há vacinas sem traços de lactoalbumina (proteína do leite da vaca).

Não lembro se tomei a vacina. Devo tomar?

"No sinal de qualquer dúvida sobre se tomou a vacina ou não, ou se teve a doença no passado, vale tomar a vacina. Na pior das hipóteses, a pessoa vai se imunizar à toa" -- Isabela Ballalai (Sociedade Brasileira de Imunizações).

A vacina tem reforço?
 
Não. Duas doses valem para a vida inteira. Quem já teve a doença também está protegido.

O que tem dentro da vacina?

A vacina oferecida na rede pública é a tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

Dentro da vacina, há os três vírus enfraquecidos, albumina e aminoácidos (proteínas), sulfato de neomicina (medicamento usado contra infecções), sorbitol (um tipo de açúcar derivado do álcool) e gelatina.
Algumas vacinas contêm traços de proteína do leite da vaca.

O que é o sarampo? Quais os sintomas? É grave?

O sarampo é uma doença causada por um vírus, que já foi muito prevalente na infância de todas as crianças brasileiras, mas está eliminada do Brasil desde os anos 1990 -- apesar dos surtos pontuais desde então.
Os sintomas começam com febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular e corrimento no nariz, informa a Fiocruz. Pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia e convulsões. No limite, a doença provoca lesão cerebral e morte
Manchas vermelhas na pele são uma característica conhecida da doença. Elas aparecem primeiro no rosto e vão em direção aos pés.
O vírus também pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo.
 
Todo mundo pode pegar sarampo? Como é a transmissão? Como prevenir?
 
Sim. "A doença tem distribuição universal", diz o Ministério da Saúde.

"Todo mundo pode pegar, rico, pobre, adulto ou criança", informa Isabella.

A transmissão ocorre diretamente, de pessoa para pessoa, por tosse, espirro, fala ou respiração. Por isso, a doença é considerada altamente contagiosa e a única forma efetiva de prevenção é a vacina.

Tem teste para identificar o sarampo?

O teste para verificar a presença do vírus é feito por meio da identificação de anticorpos específicos contra o micro-organismo. Só é possível fazer o exame, no entanto, na fase aguda da doença -- desde os primeiros dias até quatro semanas após o surgimento das alterações na pele.

Algum grupo está mais vulnerável? Há algum 'grupo de risco'?

Todos podem pegar a doença, mas recém-nascidos estão mais vulneráveis. Gestantes, imunossuprimidos (pessoas com doenças que abalam fortemente a imunidade) e aqueles com grave problema de desnutrição estão mais suscetíveis a infecções graves.

Tem tratamento?

Segundo o Ministério da Saúde, não há tratamento específico para o sarampo. É recomendável a administração de vitamina A para reduzir casos fatais.
Já nos casos sem complicações mais graves, é recomendável manter a hidratação, uma boa alimentação e o controle da febre.

Doe sangue e participe da campanha Junho Vermelho

29 MAI 2018
Junho vermelho

campanha Junho Vermelho começou no dia 1° de junho, com o intuito de incentivar e estimular as pessoas a doação de sangue. Criada pelo Movimento Eu Dou Sangue, a campanha é nacional e visa também a conscientização dos brasileiros sobre importância de se doar de sangue o ano todo.

De acordo com os números da Fundação Pró-Sangue, há uma queda gradativa na coleta de sangue. A reservas estão em situação crítica, onde a própria Fundação já afirmou que o estoque está 60% abaixo da meta desejada.

Além da temperatura, outros fatores que contribuem para a redução dos estoques são o maior número de dias chuvosos e a ocorrência de feriados. Segundo as idealizadoras, nesse período, os hemocentros tendem a sofrer uma baixa de 30% em seus estoques. “Por incrível que pareça, a falta d’água é muito mais compreensível que a falta de sangue. Abastecer reservatórios depende das condições climáticas, da chuva cair no lugar certo, de Deus ou de São Pedro como dizem alguns. Mas abastecer os bancos de sangue, só depende de nós mesmos! ”, comenta Diana Berezin, do Movimento Eu Dou Sangue.

  1. A ideia surgiu em 2011, quando as irmãs Debi Aronis e Diana Berezin lançaram o Movimento Eu Dou Sangue no estado de São Paulo motivadas por um episódio familiar. “Somente quem vive a dificuldade de conseguir sangue sabe a importância das doações. Depois de sentir na pele o que é isso, decidimos disseminar e promover a conscientização para que esse seja um hábito permanente no Brasil”, explica Debi.

6 dicas para envelhecer com saúde

30 ABR 2018
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Hoje, quem nasce no Brasil tem expectativa de vida de 74,6 anos. O salto na perspectiva de homens e mulheres, apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos últimos anos, se deve a melhores condições de vida de parte da população, ao maior acesso aos recursos de saúde e a políticas de redução da mortalidade. Provas de que ter saúde é condição fundamental para viver mais e melhor. Dr. Márcio Peixoto, médico geriatra e gerontologista, líder das especialidades de geriatria e clínica médica do Hospital Português, lembra que o envelhecimento faz parte do processo natural da vida, mas que é possível preservar o bem-estar em cada fase adotando cuidados com o corpo e a mente. “A partir dos 50 anos o corpo humano sofre mudanças no sistema imunológico e o organismo fica mais vulnerável a algumas doenças. Mas, se adotamos hábitos preventivos no dia-a-dia as chances de envelhecer com saúde são maiores”, observa. Confira a seguir as dicas do especialista!

 

1-   Pratique atividades físicas – A prática regular de exercícios proporciona mais disposição e previne o surgimento de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, osteoporose, obesidade e colesterol alto.

2- Mantenha uma alimentação saudável – Enriquecer a alimentação diária com grãos integrais, frutas, legumes e verduras é muito importante para a saúde. Fonte de cálcio e vitamina D, o leite e seus derivados evitam a osteoporose. As proteínas são aliadas na preservação do sistema imunológico e dos músculos. Enquanto as fibras atuam no bom funcionamento do intestino. Já as gorduras boas, auxiliam a prevenir doenças do coração.  

3- Beba bastante água – Ingerir, no mínimo, oito copos de água por dia. Essa é a orientação para melhorar a digestão, reduzir o inchaço, evitar infecções e aumentar a absorção de nutrientes pelo organismo, que passa a funcionar corretamente, elevando as chances de uma velhice saudável.

4- Exercite o cérebro – Leia, assista a filmes, jogue baralho, palavras cruzadas, ou até mesmo aprenda uma nova língua. O que vale é praticar atividades que estimulem o raciocínio. Ao fortalecer o cérebro, você também previne a perda de memória.

5- Tenha um sono bom – Durma cerca de sete a oito horas por noite. A privação do sono pode comprometer a concentração e o raciocínio, gerar ganho de peso e até o envelhecimento precoce. Respeite a necessidade de descanso mental e físico do seu corpo. Assim, na hora de dormir, evite atividades e situações que possam interferir no sono. Lembre-se: quem dorme menos do que o necessário fica propenso a infecções, obesidade, hipertensão, diabetes, além de baixa qualidade e expectativa de vida.

6- Abandone maus hábitos – Evite o cigarro, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e atitudes motivadas pelo estresse no trabalho ou em casa. Esses comportamentos aumentam a produção de radicais livres no organismo, que, em excesso, levam ao envelhecimento precoce e diminuem a saúde. Cultive boas relações e dedique mais tempo ao que te faz sentir bem.

Saúde se mobiliza para a campanha nacional de vacinação contra a gripe

23 ABR 2018
Vigilância Epidemiológica afirma que meta é vacinar 26.370 pessoas

Neste ano, a imunização é voltada a todos os públicos. Considerando o ano anterior e o quantitativo de vacinas, o Setor Municipal de Vigilância Epidemiológica optou por vacinar todos os grupos prioritários logo no início da campanha. De acordo com o Departamento de Saúde, a meta é atender 26.370 pessoas, número que corresponde a 90% da população.

DIA D
Além das ações de prevenção durante a semana, no sábado, 12 de maio, está programa o Dia D, ocasião em que todas as unidades de saúde de São João estarão abertas das 7h às 17h. Nesta data, cada unidade contará com um motorista para que pessoas acamadas e residentes em asilos possam ser vacinadas.

“A Campanha Nacional de vacinação contra a Influenza é uma estratégia para reduzir o impacto da gripe em todo o Brasil. Além dos sintomas clássicos, como febre alta, dor de garganta, dor no corpo e secreção nasal, ela pode causar complicações graves como pneumonia e insuficiência respiratória, podendo levar a óbito”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Ludimila Barros Zan.

GRUPOS DE RISCO
Dados do Ministério da Saúde apontam que a meta de 2018 é vacinar, ao menos, 90% de cada um dos grupos prioritários – trabalhadores de saúde, povos indígenas, crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos (4 anos 11 meses e 29 dias), gestantes em qualquer idade gestacional, puérperas (que tiveram filhos há 45 dias), pessoas com idades de 60 anos ou mais.

Ludimila reforça que a vacina oferece proteção por aproximadamente um ano. “De um ano para outro, os subtipos de vírus contidos na vacina mudam, por isso, a importância de se vacinar todo o ano”, disse.

ANS vai ter regras para que planos de saúde monitorem obesidade

31 AGO 2017
ANS vai ter regras para que planos de saúde monitorem obesidade

A ANS (Agência Nacional de Saúde) irá lançar diretrizes para diagnóstico e tratamento da obesidade entre usuários dos planos de saúde, quadro que vem avançando no país.

Atualmente 47,6 milhões de brasileiros possuem planos de saúde.

Agora a ANS planeja criar um fluxograma para identificar pacientes com excesso de peso e indicar aos profissionais quais as medidas a serem tomadas.

Uma das propostas é o cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal, um dos indicadores do sobrepeso) seja realizado em todos os atendimentos da rede. Com base nesses dados, o médico pode solicitar novos exames para verificar doenças relacionadas, como hipertensão e diabetes. A ideia é também que a operadora possa enviar recomendações ao usuário com base no diagnóstico.

Hoje parte das operadoras de saúde já oferecem grupos de apoio e consultas com nutricionistas e psicólogos para tratamento da obesidade, por meio de programas próprios de promoção de saúde.

A intenção agora, é verificar, entre as iniciativas existentes, quais modelos podem ser replicados. A previsão é que as diretrizes sejam finalizadas até novembro.

O desafio diário da insuficiência cardíaca

29 AGO 2017
O desafio diário da insuficiência cardíaca

Convivo diariamente com pessoas que têm insuficiência cardíaca e vejo quanto elas sofrem limitações por não conseguirem um controle adequado do problema. São 3 milhões de brasileiros que sentem algum tipo de sintoma, como falta de ar, inchaço, dificuldade para respirar e tosse. Essas são as manifestações mais aparentes de quem está sem o tratamento adequado da doença. Mas há outros efeitos que não se vê. E eles são ainda mais graves.

A insuficiência cardíaca é uma doença que reduz a expectativa de vida. A partir do diagnóstico, cerca de 50% dos pacientes morrem em até cinco anos. Pessoas que têm sintomas graves ou que tiveram internações por algum problema cardiovascular apresentam taxa de sobrevida ainda menor: 50% morrem após um ano. Além disso, sofrem com internações frequentes.

A insuficiência cardíaca é a terceira causa de internação no Brasil em pessoas com mais de 60 anos e é por isso que nos últimos anos os esforços têm sido concentrados em mudar esse cenário. Há um empenho no desenvolvimento de métodos diagnósticos, ampliação do acesso a medicações e procedimentos, além de difusão de melhores práticas no cuidado com esses indivíduos. Porém, tanto no Brasil como no mundo, ainda é preciso avançar muito no controle da doença.

Toda a sociedade civil precisa olhar com maior atenção os pacientes cardíacos, especialmente para que sejam orientados a se tratar adequadamente e prevenir complicações. Cuidar da insuficiência cardíaca com o foco apenas nos casos de emergências gera um cenário de grande volume de hospitalizações. O DataSUS registrou em apenas um ano 219 mil internações por essa condição. Além de ser a principal causa de hospitalização de pessoas acima de 65 anos, sua taxa de mortalidade está acima da média de vários tipos de câncer.

Uma pessoa que não é tratada ou recebe um tratamento inadequado perde independência, qualidade e expectativa de vida. Algumas vezes o diagnóstico é feito após o tempo ideal e o plano terapêutico, instituído tardiamente. Mas o mais comum são os casos em que as doses dos remédios não são ajustadas aos níveis preconizados. Nessas situações, observamos uma deterioração do bem-estar, além de internações frequentes e cada vez mais longas. Quando possível, o transplante ou o implante de dispositivos que melhoram a contração do coração são alternativas, mas, via de regra, o tratamento medicamentoso é a fronteira mais viável.

Para evitar desfechos tão negativos, é fundamental um diagnóstico correto e precoce, bem como uma indicação precisa e sensível dos medicamentos. Também é importante lembrar que sempre há evolução na terapêutica e em breve chegará ao Brasil uma nova classe de remédio que melhora ainda mais a vida do indivíduo com insuficiência cardíaca. É, portanto, fundamental que médicos e pacientes estejam atentos para o correto tratamento, as doses certas e as novas possibilidades.

A qualidade de vida perdida por causa da insuficiência cardíaca afeta toda a sociedade. Um recente estudo mostrou que o Brasil sofre um impacto na economia de R$ 22 bilhões por causa da doença. No mundo, o custo da doença para a economia é de R$ 330 bilhões por ano.

Para reverter esse cenário, precisamos dar maior prioridade à insuficiência cardíaca enquanto questão de saúde pública. Precisamos conscientizar os médicos e convencer o paciente a manter adesão ao tratamento dessa doença incapacitante. A insuficiência cardíaca é um desafio que os cardiologistas precisam enfrentar em seu dia a dia para que milhões de brasileiros possam ter um envelhecimento com saúde e qualidade de vida.

* Dr. Mucio Tavares de Oliveira Jr. é cardiologista, diretor da Unidade de Emergência do Instituto do Coração, o InCor, e membro da Rede Brasil de Insuficiência Cardíaca (Rebric)

Substância do brócolis pode ajudar no tratamento de diabetes 2

25 AGO 2017
Substância do brócolis pode ajudar no tratamento de diabetes 2

Você sempre ouviu dizer que vegetais fazem bem à saúde, certo? Um estudo recente publicado na Science Translation Medicine expôs um benefício do grupo dos crucíferos que vai além do alto teor em fibras, minerais (cálcio, magnésio, fósforo, selênio) e vitaminas (E, K e C), já conhecidos por nós: o poder de auxiliar no tratamento de diabetes.

O protagonista da pesquisa foi o sulforafano, composto natural encontrado nos brócolis e em outros vegetais da mesma família, como a couve-flor e o repolho. Os autores mostraram que a substância inibe a produção de glicose nas células e melhorou a tolerância à glicose em roedores em dietas com alto teor de gordura ou frutose.

Além disso, o sulforafano encontrado no extrato de broto de brócolis (100 vezes mais concentrado do que no alimento e ingerido em formato de cápsula pelos participantes do estudo) resultou em melhora da glicemia de jejum em humanos com obesidade e diabetes tipo 2.

Segundo declaração de Anders Rosengren, professor da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e um dos cientistas envolvidos no estudo, ao site Live Science, a próxima fase provavelmente será a investigação dos efeitos do sulforafano em pessoas com pré-diabetes, para compreender se é possível melhorar o controle de glicose antes do desenvolvimento da diabetes tipo 2.

 

Procedimento para cura de arritmias cardíacas fica mais rápido e seguro

23 AGO 2017
Procedimento para cura de arritmias cardíacas fica mais rápido e seguro

O tratamento das arritmias cardíacas — alterações no ritmo das batidas do coração — vem passando por grandes avanços nos últimos anos. Hoje, além de medicamentos, os cardiologistas dispõem de marca-passos especiais e tratamentos minimamente invasivos, como a ablação por radiofrequência, que proporcionam bons resultados, como a recuperação mais rápida do paciente e maior segurança no procedimento, com menos riscos cirúrgicos, já que não é necessário realizar uma cirurgia aberta. Mais recentemente, o sistema de mapeamento eletroanatômico tridimensional vem contribuindo muito para os melhores resultados da ablação por radiofrequência.

Essa tecnologia permite realizar uma reconstrução em três dimensões (largura, altura e profundidade) dos átrios e ventrículos do coração, em tempo real, ajudando a identificar com clareza a região comprometida pela arritmia. “Uma das principais vantagens desse procedimento é que com ele é possível navegar com os cateteres pela região do coração sem a necessidade de utilizarmos raios X para auxiliar no procedimento”, explica o dr. Maurício Scanavacca, cardiologista responsável pelo setor de Eletrofisiologia e Ablação por Radiofrequência do Hospital Sírio-Libanês. Isso diminui a exposição do paciente à radiação.

O médico explica que, durante a cirurgia, cerca de dois a cinco cateteres são introduzidos pelas veias ou artérias da perna até o coração do paciente. Depois que o mapeamento eletroanatômico identifica os pontos que apresentam problemas, o cateter cauteriza a região afetada pela arritmia.

Segundo o médico, a principal vantagem desse sistema é que ele permite dirigir o cateter com extrema precisão, eficácia e segurança, diminuindo o tempo do procedimento e o risco de complicações, como infecções. A tecnologia é capaz de gerar diferentes tipos de mapas para facilitar o entendimento tridimensional da ativação elétrica do coração para identificação precisa e rápida das arritmias.

“O mapeamento tridimensional pode ser usado no tratamento de vários tipos de arritmias, mas principalmente na mais grave e frequente: a fibrilação atrial, quando o ritmo dos batimentos cardíacos é rápido e irregular. Esse é o tipo de arritmia que mais causa acidente vascular cerebral (AVC)”, explica o dr. Scanavacca. Segundo o médico, a maioria das arritmias tem cura, e muitas podem ser mantidas sob controle com o uso de medicamentos.

Causas das arritmias cardíacas

Muitos pacientes já nascem com certa predisposição para o problema devido a pequenas más-formações no coração, que podem se manifestar em qualquer idade. Fatores externos, como estresse físico e emocional, são os principais gatilhos. Além disso, elas podem estar relacionadas a doenças como infarto, doença de Chagas e miocardiopatias (alterações no músculo cardíaco que impedem uma parte ou a totalidade do coração de se contrair normalmente). Existem ainda as arritmias sem causa definida. Segundo o médico, o problema é mais comum a partir dos 50 anos de idade, quando o coração naturalmente vai ficando mais fraco.

Sintomas das arritmias cardíacas

As arritmias costumam ter sintomas bem variáveis, mas o mais comum são as palpitações. A doença também pode ser silenciosa ou causar outros sintomas:

- Tonturas.

- Escurecimento da visão.

- Falta de ar.

- Fraqueza.

- Dor no peito.

- Desmaios.

O Hospital Sírio-Libanês realiza o estudo da ablação desde a década de 1990. Ao longo destes anos, implantou uma série de novas tecnologias, com atualização constante de seus equipamentos. No Centro de Cardiologia, o paciente encontra uma série de procedimentos que possibilitam estabelecer as causas e tratamentos das arritmias cardíacas.

Cientistas dizem estar mais perto da cura do resfriado

17 AGO 2017
Cientistas dizem estar mais perto da cura do resfriado

Pesquisadores acreditam ter avançado na busca pela cura do resfriado.

De acordo com cientistas da Universidade Edinburgh Napier, na Escócia, o tratamento poderia ser desenvolvido com base em peptídeos antimicrobianos, biomoléculas presentes naturalmente no sistema imunológico de seres humanos e animais.

A equipe observou como essas substâncias aumentam a resposta natural do organismo à infecção por rinovírus –principal vírus responsável pelo resfriado comum.

Durante o estudo, os cientistas sintetizaram peptídeos antimicrobianos encontrados em porcos e ovelhas e avaliaram seu impacto em células pulmonares infectadas por rinovírus.

Os peptídeos atacaram o vírus com sucesso.

Os pesquisadores acreditam que esse resultado pode fornecer pistas para o desenvolvimento de novos tratamentos para o resfriado à base em peptídeos encontrados na natureza.

PRÓXIMOS PASSOS

"Essa é uma descoberta animadora. Nossos próximos passos serão modificar o peptídeo para torná-lo ainda mais eficaz para matar esse vírus", afirma Peter Barlow, professor associado de imunologia e infecção da universidade escocesa.

"A pesquisa ainda está nos estágios iniciais, mas nós vamos, em última análise, tentar desenvolver medicamentos para tratamentos que possam curar o resfriado comum", acrescenta.

A descoberta de um tratamento eficaz para o resfriado pode ajudar pacientes portadores de doenças pulmonares mais graves, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), para quem as infecções virais podem representar um alto risco para a saúde.

"Não há cura e não há vacina. Portanto, o desenvolvimento de tratamentos eficazes para o rinovírus humano, principal agente causador do resfriado comum e uma das causas mais comuns de infecções virais do trato respiratório, é algo urgente", diz Barlow.

"Esse estudo representa um passo importante para encontrar um tratamento."

Pesquisas realizadas anteriormente pelo professor Barlow destacaram ainda o potencial dos peptídeos antimicrobianos no combate ao vírus influenza A, causador das gripes.

O último estudo foi financiado pelo Chief Scientist Office e pela instituição de pesquisa médica Tenovus Scotland.

Infarto em mulheres: os sintomas são diferentes

15 AGO 2017
Infarto em mulheres: os sintomas são diferentes

Sintomas clássicos: são os mesmos que aparecem nos homens

- Dor no peito em aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, o pescoço, a mandíbula, o estômago e até as costas

- Náusea

- Vômito

- Suor frio

- Desmaio

Sintomas atípicos: mais frequentes no sexo feminino

- Enjoos

- Falta de ar

- Cansaço inexplicável

- Desconforto no peito

- Arritmia

Como surgem os sintomas

Não existe uma regra para a forma como os sinais do infarto dão as caras. Eles podem tanto se manifestar todos juntos como surgir separadamente. Isso quer dizer que a dor no peito, por exemplo, pode tanto vir acompanhada de suor frio ou vômito como aparecer sozinha.

Quando me preocupar

O fato de você sentir uma dor no peito, um enjoo ou um cansaço não significa, é claro, que se trata de um piripaque no coração. De qualquer forma, é bom ficar atenta, principalmente se você se encaixa no grupo de risco para sofrer um ataque cardíaco. “Somente por meio de exames clínicos é possível saber se a pessoa está tendo um infarto. Por isso, o ideal é que, na dúvida, o paciente vá a um hospital”, orienta o cardiologista Cesar Jardim, coordenador do Clinic Check-Up do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo.

Como sei se estou no grupo de risco?

Entre os fatores que aumentam a probabilidade de uma mulher sofrer um ataque cardíaco estão: hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, estresse, obesidade, histórico familiar e tabagismo. No caso desse último item, vale alertar para os casos em que o hábito de fumar é associado ao uso de pílulas anticoncepcionais. “Essa combinação é trombogênica, ou seja, propicia a formação de coágulos que podem entupir os vasos”, explica Jardim.

Outro ponto de atenção deve ser a menopausa, período em que a mulher perde a proteção vascular proporcionada pelos hormônios femininos, como o estrógeno. “Ele facilita a circulação do sangue pelas artérias e protege o endotélio, tecido que reveste o interior dos vasos”, esclarece o cardiologista Carlos Costa Magalhães, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Uma vida saudável é a melhor prevenção

Além de tratar os fatores de risco – isto é, controlar a pressão, o diabetes e o colesterol, parar de fumar, perder peso…, é fundamental adotar um estilo de vida saudável. Por isso, pratique atividade física regularmente, procure relaxar e adote uma alimentação balanceada com muitas frutas, verduras e legumes e baixo consumo de itens ricos em sódio, nutriente que contribui para o aparecimento da hipertensão.

A conjuntivite está à solta

11 AGO 2017
A conjuntivite está à solta

Paulistanos devem ficar de olho na conjuntivite. Pelo menos é o que aponta uma nova pesquisa feita por especialistas do Hospital de Olhos Paulista (H.Olhos). Só entre a última quinzena de maio e a primeira metade de julho, eles realizaram 1 148 atendimentos a mais relacionados a essa condição do que o registrado durante o mesmo período no ano passado (isso representa um aumento de 9,7%).

“Em 2017, tivemos mais dias consecutivos com frio e baixa umidade, o que favorece a concentração e o deslocamento de micro-organismos no ar”, explicou o oftalmologista Antonio Nogueira Filho, chefe do pronto-socorro do H.Olhos, em comunicado à imprensa. “Além do clima seco, tal aumento se deve ao fato de que no outono e no inverno as pessoas tendem a ficar muito tempo em ambientes fechados e cheios de gente, propiciando infecções e reações alérgicas” arrematou o expert.

Coceira, vermelhidão, inchaço das pálpebras, lacrimejamento, sensibilidade à luz e sensação de ter grãos de areia nos olhos são os principais sintomas da conjuntivite. O quadro é marcado pela inflamação da membrana que reveste a parte externa do globo ocular.

Após a confirmação do diagnóstico, que deve ser feito por um oftalmologista, define-se o tratamento, geralmente à base de anti-inflamatórios e colírios lubrificantes. Vale lembrar que evitar a exposição ao sol, não levar as mãos aos olhos, lavar o rosto com sabonete neutro cerca de quatro vezes por dia e fazer compressas com algodão ou gaze e água filtrada gelada são práticas importantes nesses casos.

Também é essencial o afastamento de atividades escolares e profissionais durante o período de transmissão do vírus causador da conjuntivite. Ou seja, são de sete e 14 dias em casa após o início do problema.

O tratamento experimental para câncer que devolveu a cor aos cabelos dos pacientes grisalhos

09 AGO 2017
O tratamento experimental para câncer que devolveu a cor aos cabelos dos pacientes grisalhos

Pacientes grisalhos que participaram de testes para um novo tratamento contra câncer terminaram o experimento sem fios brancos. Dos 52 pacientes com câncer de pulmão, 14 recuperaram a cor de cabelo de quando eram mais jovens.

A queda dos fios é um efeito colateral comum em tratamentos de quimioterapia, já a mudança da cor do cabelo pegou os pesquisadores de surpresa. "Foi um efeito colateral totalmente inesperado", explicou à BBC Mundo Noelia Rivera, dermatologista da Universidade Autônoma de Barcelona e coautora do estudo.

Quando o primeiro paciente consultou os pesquisadores sobre essa transformação, a equipe acreditava se tratar de um caso isolado. Mas ao conversar com outros pacientes e analisar fotos feitas antes e depois do tratamento, concluíram que as drogas Keytruda, Opdivo e Tecentriq, usadas em tratamentos de imunoterapia contra o câncer, provocavam de fato a mudança.

Em 13 pacientes, o cabelo se tornou castanho escuro ou negro e em um 14º, apenas algumas áreas do cabelo ganharam a nova cor. Os outros 38 pacientes ou não eram grisalhos na época do tratamento ou não notaram mudanças.

Os pesquisadores não souberam precisar se todos os pacientes que perderam os cabelos brancos ganharam fios iguais ao da juventude ou mais escuros.

"Os pacientes dizem que é a cor que tinham quando jovens, mas como a maioria da nossa população (na Espanha) tem o cabelo castanho escuro ou preto, e como não tivemos loiros no estudo, não podemos dizer com absoluta certeza de que não se trata simplesmente de um escurecimento (do cabelo)", explica Rivera.

Um fator interessante associado à mudança de cor do cabelo é que isto parece indicar que o tratamento está funcionando para o paciente. Todos - com exceção de um - dos 14 pacientes que manifestaram uma mudança de cor responderam bem ao tratamento.

No entanto, Rivera esclarece que isto ainda está no campo da especulação, já que o estudo ainda não foi concluído, e o tratamento ainda está em fase de testes.

Direito de imagem Getty Images Image caption Se for descoberto o mecanismo da coloração, pode-se desenvolver drogas para reverter os cabelos brancos

O que muitos se perguntam agora é quais são as possibilidades de desenvolver um tratamento para reverter cabelos brancos a partir desta descoberta.

A princípio, explica a pesquisadora, este medicamento não pode ser usado em pessoas saudáveis para fins estéticos porque tem efeitos colaterais sérios.

O tratamento de imunoterapia estimula o sistema imunológico a combater o câncer. Isso porque os tumores conseguem desativar o sistema de defesa do corpo, que passa a não reconhecê-los como uma ameaça. A droga injetada pela corrente sanguínea faz com que as células de defesa continuem funcionando.

Como estimula o sistema imunológico, o medicamento tem provocado reações nas quais as células de defesa de alguns pacientes atacam o próprio organismo, provocando doenças autoimunes.

"Ele pode provocar doenças autoimunes do sistema endócrino, pode alterar a tireoide e outros órgãos, as glândulas suprarrenais, a hipófise, pode afetar o fígado de forma autoimune...", lista a pesquisadora.

Além disso, o tratamento é bastante caro. Segundo a organização Cancer Reserach UK, ele chega a custar £ 100 mil (R$ 412 mil) por ano.

No entanto, Rivera destaca que se for encontrado o mecanismo molecular responsável por mudar a cor do cabelo, seria possível desenvolver um fármaco mais seguro com essa intenção específica.

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